Do Rio de Janeiro

Jungmann descarta atuação do Exército no Carnaval

O ministro Defesa garantiu que "não há descontrole" nem desordem no Estado durante o período ( Foto: Agência Brasil )
00:00 · 13.01.2018 / atualizado às 00:05

Rio de Janeiro. A atuação de militares das Forças Armadas no policiamento ostensivo do Rio de Janeiro durante o Carnaval não será liberada pelo Ministério da Defesa nem pelo Governo do Rio de Janeiro.

O ministro Raul Jungmann e o governador Luiz Fernando Pezão participaram na sexta-feira (12) de uma reunião sobre o plano integrado de segurança e afirmaram à imprensa que não há necessidade de recorrer à medida, defendida na quinta (11) pelo prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella. "Existe um plano de segurança nosso que sempre funcionou no Carnaval. Não vamos pedir Forças Armadas", disse Pezão, que comparou o evento com o Réveillon, que foi patrulhado sem reforço de militares. "Acho que não precisa. Sempre fizemos o Carnaval com os nossos policiais".

O ministro da Defesa concordou com a avaliação de Pezão e disse que a melhora na capacidade de pagamento salarial e de reposição de efetivo no governo do Estado afasta essa necessidade. "Não há descontrole, não há desordem". Jungmann ainda acrescentou que empregar militares no patrulhamento do Carnaval do Rio de Janeiro geraria questionamento de outras cidades com grandes carnavais, como Recife e Salvador.

Crise de segurança

A decisão de não utilizar as Forças Armadas no Carnaval ocorre em um contexto de crise de violência no Estado que tem atingido fortemente também os agentes de segurança.

Também na sexta, delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro Fábio Monteiro foi encontrado morto no Complexo de Favelas do Jacarezinho. O corpo de Fábio Monteiro, que era delegado central de Garantias Norte (CG-Norte), estava dentro do porta-malas de um carro.

Em seu perfil no Twitter, a Polícia Civil lamentou a morte do policial. "Com profunda tristeza, comunicamos a morte do delegado Fábio Monteiro".

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