Assassinato de Marielle

Jungmann: caso está perto do fim

Ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, informou que outras pessoas, além das já citadas pela imprensa, também estão sendo investigadas ( Foto: Agência Brasil )
00:00 · 11.05.2018

Brasília/Rio de Janeiro. O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, confirmou, ontem, que o vereador Marcello Siciliano (PHS) o ex-PM Orlando de Araujo, que está preso acusado de chefiar uma milícia, e um outro policial estão entre os investigados pelo assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e o motorista Anderson Gomes, em 14 de março.

O ministro disse, no entanto, que eles não são os únicos investigados. "O que posso dizer é que esses e outros são investigados e que a investigação do caso Marielle está chegando à sua etapa final. Acredito que, em breve, nós devemos ter os resultados", disse o ministro.

A entrevista foi concedida em Brasília, após reunião da Câmara Intersetorial de Prevenção Social e Segurança Pública. "Disse lá atrás que tudo apontava para as milícias", lembrou.

Araújo redigiu, ontem, uma carta de dentro da cadeia negando participação no caso. No texto, ele também afirmou não ter envolvimento com a milícia que atua na zona oeste do Rio. "Não tenho qualquer envolvimento com esse crime bárbaro e me coloco à disposição de todas as autoridades que apurarem esse caso para pessoalmente prestar esclarecimentos", diz a carta, que desqualifica o relato da testemunha. Na quarta, o vereador Siciliano também havia rebatido as suspeitas.

Araújo foi apontado como chefe de uma milícia em Curicica, na zona oeste, e teria negócios com o Siciliano na região. O ex-PM era ligado ao jogo do bicho e depois se associou à milícia, segundo investigações do Ministério Público.

O assassinato da vereadora teria como motivação suas ações em favelas da zona oeste, área de domínio de uma milícia, segundo a testemunha. Ela se opôs a construções na Cidade de Deus, o que teria desagradado milicianos. Já o ex-PM Orlando, preso desde outubro do ano passado por outros crimes, foi transferido de unidade prisional.

Reconstituição

A polícia do Rio fez, ontem, a reconstituição dos assassinatos.

A ação exigiu uma preparação grandiosa no local do crime.

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