Caso Marielle

Interventor: fase é de buscar provas

00:00 · 14.06.2018
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Família da vereadora morta cobrou resolução do assassinato, que fez três meses sem indiciamento ( FOTO: AG. GLOBO )

Rio de Janeiro. O general interventor da Segurança do Rio, Walter Braga Netto, afirmou, ontem, que as investigações da morte de Marielle e Anderson estão na fase de "busca de provas". O crime é considerado um dos mais complexos já investigados pela Divisão de Homicídios do Rio.

"O caso da Marielle é um caso complicado, que está sendo muito bem investigado. A investigação está indo bem. Tivemos um prejuízo com um vazamento. Isso prejudica o caso, mas não impede de chegar à solução. Todo mundo que estava no entorno passou a tomar precaução. Isso nos prejudica na confecção de provas. O que estamos buscando no caso são as provas", afirmou.

A polícia continua acreditando que o crime teve motivação política. Alguns vereadores já foram ouvidos pela DH. O conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Domingos Brazão, e um técnico da Corte foram intimados para prestar depoimento sobre o caso.

Família

Num ato realizado pela Anistia Internacional na porta do prédio do Ministério Publico, para marcar os três meses do assassinato da vereadora, o pai dela, Antonio Francisco Silva, se disse angustiado com a falta de informações sobre as investigações.

"Queremos uma resposta à altura do crime. O silêncio nos deixa muito angustiado. O delegado diz ser necessário. É ineficiência da polícia? Todas as informações que recebemos são através da imprensa", lamentou o pai. Ontem, o ministro extraordinário da Segurança, Raul Jungmann, afirmou que o assassinato da vereadora está levando o mesmo tempo para ser solucionado que outros crimes de grande repercussão no Rio, como o desaparecimento do pedreiro Amarildo, na Rocinha, em 2013.

"É do interesse de todos que seja esclarecido", diz o ministro.

Já a transição do comando da intervenção federal no Rio para as corporações e secretarias do estado da área de segurança já está planejada. Segundo o interventor, general Walter Braga Netto, a partir de outubro começa o trabalho de transição, com a aquisição de equipamentos terminando em dezembro, e a desmobilização programada de janeiro a junho de 2019.

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