Na Lava-jato

Gravações de delatores não resultam em condenações

00:00 · 14.07.2018

São Paulo. Após uma onda de gravações de conversas por delatores na Lava-Jato, ainda não tiveram resultados práticos na Justiça áudios de grande repercussão na época em que foram revelados. O caso mais recente foi a absolvição do ex-senador pelo PT Delcídio do Amaral e do ex-presidente Lula da acusação de obstrução de Justiça, decidida em sentença do juiz federal de Brasília Ricardo Leite na quinta.

A partir da delação do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, em 2015, conversas gravadas por candidatos a delatores passaram a ser usadas cada vez mais para fortalecer acordos de colaboração na Lava-Jato.

No caso de Cerveró, o filho dele, Bernardo, gravou naquele ano Delcídio tramando um plano de fuga do ex-diretor do país.

O caso resultou na prisão preventiva de Delcídio, além da consequente perda do mandato no ano seguinte, e do banqueiro André Esteves, suspeito de financiar a compra do silêncio do ex-diretor. Depois desse caso, vieram outras gravações bombásticas no âmbito da operação. O ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado entregou em 2016 áudios de diálogos com emedebistas como Romero Jucá, José Sarney e Renan Calheiros.

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