Processo de impeachment

Futuro de Crivella pode começar a ser definido hoje

Câmara deve votar hoje proposta de abertura de tramitação para um afastamento do prefeito da capital fluminense

00:00 · 12.07.2018
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Marcelo Crivella (PRB), chefe do Executivo carioca, é acusado pela oposição de usar o cargo para favorecer fieis da Igreja Universal ( Foto: Agência Brasil )

Rio de Janeiro. A Câmara Municipal do Rio de Janeiro suspendeu extraordinariamente o recesso e começou a debater, ontem, o futuro do prefeito da capital, Marcelo Crivella (PRB). Dezessete vereadores de oito partidos de oposição conseguiram interromper o recesso para pôr em discussão e votação o processo de impeachment de Crivella. A votação deve ocorrer hoje.

Desde terça-feira (10), Crivella vive dias decisivos. A batalha começou com os pedidos de impeachment contra o prefeito, que governa o Rio há um ano e meio. Os vereadores querem debater a conduta dele.

Em reunião no Palácio da Cidade, na semana passada, Crivella ofereceu a líderes religiosos ajuda para realização de cirurgias de catarata e varizes, pelo SUS, para os fiéis. O prefeito também indicou a possibilidade de colaborar com os religiosos para a obtenção de isenção legal de pagamento do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) para seus templos.

A bancada de oposição está confiante na mobilização popular para lotar as galerias da Câmara e, assim, pressionar vereadores indecisos.

A aprovação do impeachment depende de 34 votos favoráveis para iniciar o processo. Os parlamentares da base de Crivella classificam a iniciativa de eleitoreira e garantem que ela será derrotada.

Protesto

Servidores invadiram a sede da Prefeitura do Rio, na Cidade Nova, ontem pela manhã, em protesto contra Crivella. O grupo ocupou os corredores do 7º andar, onde funciona a Secretaria municipal de Saúde, e do 13º andar, onde ficam os gabinetes do prefeito e da Casa Civil.

No centro da polêmica, a fila para o atendimento de saúde no município do Rio está sob duras críticas. Problemas sérios foram apontados pelo Tribunal de Contas do Município. A constatação foi que "parcela significativa da produção é efetuada à margem da regulação, inviabilizando um controle mais efetivo e fragilizando a transparência do processo".

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