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Falta profissional em 81% dos hospitais

Auditoria feita pelo Tribunal de Contas da União mostra que em 56% das unidades também falta remédio

00:00 · 27.03.2014

Brasília. As dificuldades nos hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS), vivenciadas diariamente por brasileiros, aparecem com clareza numa auditoria inédita do Tribunal de Contas da União (TCU), aprovada ontem pelo plenário do tribunal.

Depois de visitarem 116 hospitais-gerais e prontos-socorros em todo o país, os auditores do TCU concluíram que 81% das unidades têm déficit de médicos e enfermeiros e em 56% faltam remédios e ataduras em razão de falhas nas licitações.

De cada dez hospitais, oito têm como principal motivo para o bloqueio de leitos a falta de médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde. Já em seis, dentre dez unidades, o atendimento é inadequado por conta de equipamentos antigos ou desatualizados.

A falta de equipamentos, como monitores e ventiladores pulmonares, leva ao bloqueio de leitos em 77% das unidades. Na gestão Dilma Rousseff (PT), a quantidade de leitos ofertados pelo SUS diminuiu 3,2%. São 11,5 mil leitos a menos de 2010 para 2013, segundo a auditoria.

A redução ocorreu em basicamente todo tipo de internação. No ano passado, a média no Brasil era de 2,51 leitos por mil habitantes. A média dos países-membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) foi de 4,8 leitos.

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