Na Lava-Jato

Em 4 anos, segundo ex-governador é preso

00:00 · 12.09.2018 / atualizado às 02:05

Curitiba/Brasília. O ex-governador o Paraná e candidato ao Senado pelo PSDB Beto Richa foi preso, ontem, em Curitiba. Alvo de duas operações policiais deflagradas simultaneamente- uma delas é a 53ª fase da Operação Lava-Jato-, o tucano é suspeito de envolvimento em um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e fraude em licitações do setor de rodovias no Estado, durante seus dois governos, entre 2011 a abril de 2018.

Richa é o segundo ex-chefe de Executivo estadual a ser detido em quatro anos da Lava-Jato. O primeiro foi Sérgio Cabral (MDB), ex-governador do Rio, que acumula seis condenações e 170 anos e oito meses de pena.

A defesa do ex-governador Beto Richa informou que desconhecia "a razão das ordens judiciais proferidas". "A defesa do ainda não teve acesso à investigação".

Richa, tem 28% na corrida por uma vaga no Senado, atrás apenas do ex-governador Roberto Requião (MDB), 43%, segundo pesquisa Ibope.

Os policiais vasculharam seu apartamento e arquivos do Palácio Iguaçu, a sede do governo estadual, em busca de provas para as Operações Radiopatrulha, do Ministério Público do Paraná, e Piloto, da Lava-Jato.

A primeira investiga desvios em contratos do programa Patrulha do Campo, que promove o asfaltamento e obras em estradas rurais, e a segunda em uma parceria público privada com a Odebrecht para obra de duplicação da rodovia PR-323. Grampos telefônicos, gravações de um dos envolvidos, quebras de sigilos e delações fundamentam os pedidos de prisão e buscas.

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