Desabamento de prédio

'Desaparecido' é encontrado em MG

00:00 · 10.05.2018 / atualizado às 00:43
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O Corpo de Bombeiros começou a escavar o subsolo do edifício que desabou, no centro paulistano ( FOTO: AFP )

São Paulo. Um homem que constava na lista de desaparecidos nos escombros do prédio Wilton Paes de Almeida, no Largo do Paissandú, foi encontrado vivo, ontem, em uma cidade na região metropolitana de Belo Horizonte (MG).

A família informou à Polícia que Artur Hector de Paula, de 46 anos, está em Minas. A tia dele, Irani de Paula, havia registrado na segunda-feira, um boletim de ocorrência para informar o desaparecimento dele.

Com a confirmação de que Artur está vivo, o Corpo de Bombeiros busca seis pessoas, oficialmente, que estão desaparecidas nos escombros do prédio que pegou fogo e desabou na madrugada do dia 1º de maio.

São elas: Francisco Dantas, de 56 anos, Selma Almeida da Silva, 41 e os filhos gêmeos de 10 anos Werder e Wendel e o casal Eva Barbosa Lima, de 42 anos e Walmir Souza Santos, de 47 anos. Na última sexta, os bombeiros encontraram a primeira vítima, identificada como Ricardo Oliveira Galvão,de 39 anos. O resgate de Ricardo foi impossibilitado por uma questão de segundos. Ele já estava amarrado a equipamentos de segurança quando o prédio desabou.

Restos mortais

Os bombeiros encontraram, ontem, partes de ossos de uma nova vítima no subsolo do prédio.

Segundo o capitão Marcos Palumbo, os restos mortais foram encontrados em uma área profunda que foi acessada apenas nesta madrugada, o que indica que sejam ossos de uma terceira vítima. "Escavamos o subsolo, local que até então não tínhamos encontrado nenhum vestígio humano. Não eram (restos mortais já encontrados) porque esse é um local muito mais profundo", disse Palumbo. Os ossos encontrados são da coluna vertebral e da pelve. Os restos mortais foram encaminhados para análise do IML. Os ossos foram localizados por uma cadela.

Na Polícia Civil, a mulher apontada pelos moradores como uma das líderes do Movimento de Luta Social por Moradia (MSLM) e responsável pela arrecadação dos valores de aluguel e taxa de manutenção do edifício, Nirelde de Jesus Oliveira, 38, disse que as alegações são "mentirosas". Ela afirmou que não havia um valor fixo, mas uma arrecadação voluntária quando havia necessidade de manutenção.

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