Caso Marielle

Delator disse estar 'jurado de morte'

00:00 · 10.05.2018 / atualizado às 00:41

Rio de Janeiro. A testemunha-chave das investigações sobre a morte da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e de seu motorista, Anderson Gomes, na noite de 14 de março, disse que decidiu procurar a Polícia Federal para contar o que sabe porque está jurada de morte pelo miliciano Orlando Oliveira de Araújo, que cumpre pena na Cadeia Pública Bandeira Stampa, conhecida como Bangu 9.

Segundo o delator, Orlando acredita que sua prisão no ano passado é resultado de uma denúncia feita por ele. A testemunha contou que se afastou da milícia em setembro. O delator admitiu que instalava TV a cabo clandestina com dois policiais militares. Até que Orlando assumiu todo o controle da favela há cerca de dois anos, obrigando a testemunha a trabalhar para a quadrilha. Segundo ele, a milícia fatura R$ 30 mil por mês com a exploração de "gatonet", venda de gás e mototáxis.

Em 24 de abril, ele e o seu advogado foram à Superintendência da PF. Alegou que não confiava na Polícia Civil. Para manter o sigilo das investigações, foi ouvido no Círculo Militar, clube do Exército.

Já o vereador Marcello Siciliano (PHS), disse que "está indignado" com o relato de que ele e Orlando quisessem a morte de Marielle. "Minha relação era muito boa (com Marielle)".

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