'Espanto'

Congressistas do Ceará ainda estão atônitos com crise

Bancada do Estado aguarda o desenrolar da crise política aberta com a delação da JBS para se posicionar com clareza

Deputado federal Raimundo Gomes de Matos (PSDB) afirmou que seu partido defende a realização de eleição indireta no caso de vacância ( Foto: Agência Câmara )
00:00 · 20.05.2017 / atualizado às 01:03 por Miguel Martins - Repórter

A crise política que se instalou no Governo Temer após delações dos donos da empresa JBS ainda é vista com espanto por muitos congressistas que não sabem os próximos passos a serem dados, visto que mais denúncias pegam a todos de surpresa. Deputados da Bancada Federal não entraram em um acordo sobre o que seria melhor para o País neste momento, e enquanto uns defendem eleições indiretas, outros defendem eleições diretas havendo ainda quem acredite que uma intervenção e fechamento do Congresso Nacional seria o ideal no momento.

O deputado Vitor Valim, do PMDB, disse lamentar a situação atual, principalmente, pela quantidade de pessoas desempregadas no País. Ele destacou que no Governo do presidente Michel Temer o número de desempregados aumentou consideravelmente, e que diante das denúncias feitas fica insustentável a situação do atual governante. "O presidente tem que tomar uma decisão em prol da população e não afundar ainda mais o País em uma crise política. Isso serve de exemplo não só para os partidos políticos, mas para toda sociedade. Porque quem gasta muito dinheiro em campanha ou está roubando ou pensando em roubar", citou. Membro de partido que dá sustentação à gestão de Michel Temer, o deputado federal Raimundo Gomes de Matos (PSDB), disse que o impasse é ver quem ficaria no assento da presidência, ainda que fosse através de eleições diretas.

Ele ressaltou que o PSDB defende a legalidade de se ter um substituto, em uma eleição indireta, realizada pelo próprio Congresso. "É melhor do que esperar uma transição para outra transição. Daqui para lá a crise se agravará muito mais", destacou.

No entanto, ele ressaltou que há uma instabilidade entre as decisões partidárias, até porque a própria legenda tucana apresentou um ação de impeachment contra o peemedebista.

Segundo ele, é necessário esperar até a próxima sessão ordinária na Câmara Federal para se perceber a necessidade de quórum para trabalhar. "O País não pode parar, pois aí inviabilizaria as questões econômicas e políticas. Temos que fazer as duas coisas", defendeu. Os ministros do PSDB na gestão Temer já informaram que seus cargos à disposição de uma decisão do partido. Já Tasso Jereissati (PSDB), que preside o partido interinamente, orientou os senadores da legenda a ficarem no Plenário durante as discussões da próxima semana. Enquanto isso, ele buscará diálogo com as lideranças de outros partidos.

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