em 48h

CNJ quer relatório sobre motim em presídio de Goiânia

A ministra Cármen Lúcia, que preside também o STF, determinou inspeção em penitenciária de Goiânia ( Foto: ABR )
00:00 · 03.01.2018

Brasília. A ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), determinou que seja realizada uma inspeção e um relatório em 48 horas com a situação atual da Colônia Agroindustrial, no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, onde um motim já provocou a morte de nove presos e a fuga de mais de 200. Ainda há 99 presos foragidos e seis internados em um hospital de Goiânia.

Na segunda, Cármen conversou com autoridades de Goiás sobre o assunto. Ontem, enviou o ofício ao Tribunal de Justiça de Goiás. No ano passado, como presidente do CNJ, a ministra determinou a criação de um grupo de trabalho para cuidar da crise nos presídios. A medida foi tomada depois dos massacres comandados por facções em presídios durante o mês de janeiro.

Em 2017, Cármen Lúcia realizou visitas a presídios de todo o país. O Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia estava na lista da ministra, mas o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), recomendou que ela adiasse a visita. A intenção de Cármen era checar o local neste mês. Como a revolta dos presos, os planos foram novamente adiados. Autoridades locais dizem que no presídio o índice de corrupção entre os carcereiros é grande, assim como a quantidade de armas mantidas com os presos. Neste mês, Cármen deve visitar ao menos dois presídios: um no Paraná e outro no Pará.

Armas de fogo

Um dia depois da rebelião, o superintendente-executivo de Administração Penitenciária, tenente-coronel Newton Castilho, confirmou, ontem, que há risco de um conflito ainda maior dentro da Penitenciária Odenir Guimarães (POG), onde 2 mil presos condenados cumprem pena no Estado. "Pode ter arma de fogo lá dentro", afirmou ele.

O superintendente afirmou que ficou acertado com o governador Marconi Perillo (PSDB) o chamamento de 1.600 vigilantes penitenciários temporários que aguardam convocação e devem auxiliar na segurança pelo prazo de um ano. De acordo com Castilho, a chamada deve ser realizada nesta semana.

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