Frequentado por Lula

'Caixa 2 financiou reforma de sítio'

00:00 · 17.05.2018

Curitiba/Brasília. Laudo produzido pelos peritos da Polícia Federal de Curitiba mostra que o dinheiro destinado pela Odebrecht para custeio das obras no sítio de Atibaia (SP), frequentado pelo ex-presidente Lula, saiu do Caixa 2 da empreiteira abastecido com dinheiro de obras da Petrobras, de outros órgãos públicos do Brasil e contratos no Exterior.

O documento também corrobora versão de engenheiro Emyr Diniz Costa Júnior que em delação disse ter recebido R$ 700 mil para custear compra de materiais e serviços relacionados a obra por meio do departamento de propina da empreiteira.

O laudo teve como objetivo responder as questões do juiz Sérgio Moro, do MPF e da defesa de Lula. O documento foi anexado à ação penal em que Lula é réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O Ministério Público sustenta que as reformas foram bancadas pela Odebrecht e a OAS como forma de repasse dissimulado de propina.

Em nota, os advogados Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Martins, que defendem Lula, afirmaram que o laudo "não estabeleceu qualquer vínculo entre uma planilha apresentada por ex-executivo da Odebrecht e o sítio de Atibaia (Sítio Santa Bárbara) frequentado pela família do ex-presidente Lula, de propriedade da família Bittar".

Candidatura

Já o chanceler Aloysio Nunes Ferreira reagiu a um manifesto de ex-chefes de Estado europeus pedindo a presença de Lula na eleição. Para Ferreira, o gesto é "preconceituoso" e "arrogante".

Já Dilma Rousseff disse à BBC que, preso ou solto, Lula "será necessariamente uma presença na reconstrução do Brasil".

© Todos os direitos reservados. O conteúdo não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização. Passível ação judicial.