Assassinato de Marielle

Anistia aponta ineficácia em caso

00:00 · 13.07.2018
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Antônio Francisco da Silva, pai da vereadora do PSOL, cobrou, ontem, respostas das autoridades fluminenses sobre quem matou sua filha em março ( FOTO: AG. BRASIL )

Rio de Janeiro. Na semana em que o assassinato da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes completa quatro meses, a Anistia Internacional no Brasil divulgou, ontem, um comunicado em que critica as instituições do Sistema de Justiça Criminal Brasileiro por ainda não terem chegado a uma solução para os crimes.

"Após quatro meses, a não resolução do assassinato de Marielle Franco demonstra ineficácia, incompetência e falta de vontade das instituições do Sistema de Justiça Criminal brasileiro em resolver o caso. É urgente o estabelecimento de um mecanismo externo e independente para monitorar essa investigação", afirmou Jurema Werneck, diretora da Anistia Internacional, que também pediu que as autoridades quebrem o silêncio e voltem a se comprometer publicamente a encontrar os responsáveis.

Família

Marielle e Anderson foram assassinados em 14 de março. Os assassinos dispararam tiros de um carro que seguia Marielle.

Os pais de Marielle Franco estiveram na sede da Anistia Internacional, ontem, para reforçar a cobrança por uma investigação mais célere e transparente. Marinete da Silva disse que já não recebe notícias das autoridades fluminenses há mais de um mês.

"É um sentimento de que se está chegando a um ponto de impunidade", disse ela. Antônio Francisco da Silva, pai de Marielle, também criticou a omissão. "Todo dia quando eu acordo eu faço essa pergunta: o que minha filha fez, o que ela falou, para que tirassem a vida dela brutal e covardemente como foi?".

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