após prisão

Aliados no Exterior apoiam petista

00:00 · 09.04.2018 / atualizado às 00:15

Havana/Paris. O governo de Cuba denunciou a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como um 'fato gravíssimo' que busca impedir que o líder mais popular do Brasil seja candidato na próxima disputa pela Presidência.

"Cuba denuncia a prisão com fins políticos do companheiro Luiz Inácio Lula da Silva que constitui um fato gravíssimo, ao tentar impedir que o líder mais popular do Brasil seja candidato à Presidência desse país", comentou a Chancelaria.

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Na segunda declaração de apoio a Lula em uma semana, Havana disse que o líder petista é "vítima de uma injusta perseguição política, judicial e midiática". Essa perseguição "tem o propósito de criminalizar um líder emblemático da Nossa América e as forças políticas e sociais que empreenderam o caminho para um Brasil mais justo".

"Ao prender Lula, aspira-se a reverter os progressos e conquistas sociais dos governos do Partido dos Trabalhadores, entre eles o de ter tirado milhões de brasileiros da pobreza", descreveu o governo cubano.

Para a Venezuela, trata-se de uma "inquisição judicial" que busca "impedir" que Lula ganhe a Presidência. "A Venezuela manifesta sua absoluta solidariedade com o ex-presidente da República do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, vítima de uma inquisição judicial", ressalta um comunicado da Chancelaria.

Segundo o governo de Nicolás Maduro, "a direita brasileira e internacional, em acordo com o servil imperialismo, pretende impedir que" os brasileiros elejam Lula como seu presidente.

O líder do Parti de Gauche (PG), o partido francês da esquerda, Jean-Luc Mélenchon, citou a prisão do ex-presidente durante como um "golpe judicial" e teceu críticas sobre os opositores. "Quando eles não conseguem eliminar um candidato, eles botam na cadeia", disse.

A prisão do ex-presidente desencadeou atos no Exterior, como o ocorrido na Praça da República, em Paris. Hoje, outra manifestação contra a prisão de Lula está prevista para ocorrer em Lisboa, Portugal, na Praça Luís de Camões. A organização ficou a cargo do Coletivo Andorinha. Foi convocado ainda um ato para Barcelona, na Praça Sant Jaume, organizado pelo Coletivo Amigos da Democracia e o Comitê Internacional pela anulação do impeachment.

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