Nova vistoria

Achadas armas em presídio de Goiânia

A descoberta de armamento e celulares, no complexo prisional de Aparecida de Goiânia, revelou a continuidade da atuação das facções no local ( Foto: Agência Brasil )
00:00 · 13.01.2018

Aparecida de Goiânia. Uma nova vistoria na Colônia Agroindustrial do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, em Goiás, realizada na sexta-feira (12), encontrou 15 armas brancas e 16 celulares, entre outros objetos apreendidos.

A inspeção foi determinada pela ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), após uma rebelião ocorrida no dia 1º de janeiro deixar nove mortos.

De acordo com a Secretaria de Segurança de Goiás, foram apreendidos um facão, uma navalha, duas facas e 11 chuchos - espécie de arma artesanal -, além de nove barras de ferro e um alicate.

Também foram encontrados 16 celulares, oito chips, cinco baterias e dois pendrives e uma pequena quantidade de drogas.

Cármen Lúcia esteve em Goiânia na segunda-feira (8), onde se reuniu com autoridades locais para discutir a crise no sistema penitenciário. A ministra planejava visitar o presídio, mas desistiu após ser alertada dos riscos à sua segurança.

'Sem controle'

Uma outra vistoria no presídio, realizada dois dias após a rebelião, constatou que os agentes penitenciários "não conseguem dominar a cadeia", e que o motim foi causado por um confronto entre as duas facções que dominam o presídio. O diretor-geral de Administração Penitenciária, Edson Costa, afirmou que os presos que lideraram a rebelião foram retirados da Colônia Agroindustrial, e disse que será construída uma nova unidade para abrigar os detentos que cumprem o regime semiaberto.

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