Técnico fez o time reagir praticamente sem reforços - Jogada - Diário do Nordeste

Ceará

Técnico fez o time reagir praticamente sem reforços

12.10.2013

É comum no futebol um treinador, ao chegar a um clube ameaçado de rebaixamento, como era o caso de Sérgio Soares quando fincou pé em Porangabuçu, em meados de agosto, pedir uma dezena de reforços para início de seu trabalho.

O meia Dinélson foi um dos dois jogadores pedidos como reforço pelo técnico Sérgio Soares ao assumir, ainda em agosto, mesmo com o Alvinegro em situação delicada na competição nacional FOTO: KLÉBER ALVES GONÇALVES


Quando foi anunciado pelo clube após a 16ª rodada da Série B, Soares pegou o time na 14ª colocação, com 18 pontos, apenas dois acima da zona de rebaixamento e nove longe do G-4.

Mas ao contrário do que normalmente aconteceria, o treinador valorizou o elenco que encontrou, pedindo apenas duas contratações: o meia Dinélson e o volante Galiardo. Rapidamente ele foi atendido pela diretoria, que trouxe os dois.

Ainda assim, Dinélson ainda é apenas uma opção para o decorrer do jogo e Galiardo, último reforço a chegar, ainda não estreou. Portanto, Soares fez de um time inseguro e fadado ao meio da tabela, postulante ao acesso à Série A - 13 rodadas depois - praticamente sem dispor de novos reforços.

Confiança

O vice-presidente do Alvinegro, Robinson de Castro, relembra o bate-papo da diretoria com o técnico sobre o elenco após a chegada dele. "O Sérgio Soares confiou no grupo que tinha. Na situação em que estávamos, seria normal ele pedir uns 15 jogadores, mas nos solicitou só dois, o Dinélson e o Galiardo, que chegou no último dia da janela de transferências. Ele ganhou o grupo com sua convicção, sempre ressaltando que o elenco era muito bom", argumenta.

Outra iniciativa que ajudou na consolidação da reação, segundo o dirigente, foi o enxugamento do elenco com a saída de alguns jogadores que não estavam rendendo, casos dos atacantes Adriano Pardal, Raphael Macena e Romário (este último emprestado até o fim do ano ao Luverdense), os volantes Mineiro e Régis e o lateral-direito Eric.

"Não podíamos ficar com aqueles que não rendiam ou que não estavam na mesma motivação nem com ambição semelhante à dos demais. Isso poderia acabar atrapalhando o trabalho do Soares e enxugamos o elenco. Isso também contribuiu para o crescimento do time", analisou o dirigente alvinegro.

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