em discurso

Putin prega 'paz e entendimento mútuo'

00:00 · 15.06.2018
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Apesar de o convite ter sido enviado a países de todo o mundo, foram ao evento apenas os chefes de governo de países inexpressivos ( FOTO: AFP )

Nanicos do futebol são usados por Vladimir Putin, presidente da Rússia, para tentar mostrar ao mundo que seu governo não está isolado. Numa abertura da Copa do Mundo marcada por uma mistura de cultura pop mundial e tradição russa, nesta quinta-feira, em Moscou, o Kremlin tinha como objetivo mostrar, numa dimensão internacional, que os embargos internacionais não funcionaram.

Num discurso para um estádio lotado, Putin insistiu em passar uma imagem diferente de seu país, acusado no Ocidente por crimes de guerra na Síria, por anexações ilegais de território e até envenenamento de ex-espiões.

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Para ele, a Rússia é um "país aberto e amistoso". Putin, vivendo sob quatro anos de embargos internacionais, desejou que o torneio seja usado para "criar novos amigos e compartilhar valores", numa mensagem interpretada como um recado político.

"O futebol nos une, apesar das diferentes tradições", insistiu, para 80 mil pessoas permaneciam em silêncio para ouvir o presidente que está há 18 anos no poder. "Ele nos ajuda a entender uns aos outros", afirmou, desejando que a Copa do Mundo use a "promover a paz e entendimento mútuo".

Mas, apesar de o convite ter sido enviado a países de todo o mundo, foram ao evento apenas os chefes de governo de países inexpressivos. Os únicos ocidentais presentes foram os presidentes do Paraguai, Panamá e da Bolívia, Evo Morales.

Em sua grande maioria, os convidados que aceitaram ir até Moscou eram todos do ex-bloco soviético.

O Kremlin esperava que o presidente brasileiro, Michel Temer, também estivesse na abertura. Mas o governo enviou apenas o ministro do Esporte, Leandro Cruz.

Recepção

Para a imprensa local, o vice-primeiro-ministro, Vitaly Mutko, considerou que a presença das autoridades estrangeiras era uma "prova que a tentativa de boicote não funcionou". Governos europeus não enviaram seus representantes para o evento, alegando que não dariam a oportunidade para que Putin usasse a Copa para se promover.

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