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Aniversariante do dia, Marcelo Chamusca elogia momento do futebol local e destaca estrutura e mentalidade

No estúdio do Diário do Nordeste, Marcelo Chamusca fez um balanço sobre a carreira e o momento do futebol cearense. O comandante alvinegro é responsável direto pelo bom desempenho da equipe que ocupa o G-4 na Série B ( Foto: Saulo Roberto )
00:00 · 07.10.2017 / atualizado às 11:22

Marcelo Chamusca, técnico do Ceará no Campeonato Brasileiro da Série B, está completando, neste sábado, 52 anos de idade e tem muitos motivos para comemorar. O treinador esteve na redação do Diário do Nordeste, onde comentou sobre a carreira, o momento do futebol cearense e o desafio de levar o Ceará de volta à elite do futebol nacional.

Seguro nas palavras, Chamusca reconhece que os clubes de maior torcida no Estado (Ceará, Fortaleza e Ferroviário) passam por um fase positiva e que deve ser levada em consideração, partindo do princípio de que os profissionais locais podem fazer a diferença, desde que o clube ofereça condições para tal. "Temos profissionais muito qualificados, que podem crescer muito e alavancar suas carreiras. Isso passa pelo crescimento dos clubes. Quanto maior for o crescimento em termos estruturais e de mentalidade, melhor. Os principais clubes daqui cresceram muito com relação a isso e claro que é importante para o fortalecimento do futebol do Estado", destacou o treinador.

Entre outros pontos, Marcelo Chamusca fala sobre carreira e momento do futebol cearense

Metodologia

Chamusca assumiu o Ceará na 10ª rodada da Série B deste ano. A equipe vinha oscilando na competição e precisava reagir para entrar, de vez, na briga por uma das vagas no G4. O técnico revelou que no início dos trabalhos em Porangabuçu serviram para diagnosticar os pontos em que a equipe precisava melhorar para chegar ao seu objetivo.

"Quando o Ceará contactou comigo eu fiz uma análise antes de tomar a decisão. Inclusive isso foi tema da minha primeira palestra com os jogadores e vi que nós tínhamos toda condição pela estrutura, pelo elenco, pela tabela e pelo momento, porque o desafio era conseguir uma regularidade. O segundo momento foi a implantação. Eu não tive tempo de implantar metodologia porque cheguei às vésperas de um jogo. Fiz algumas correções, tentei motivar e tivemos um jogo muito bom contra o Oeste. Em seguida começamos a criar uma adaptação de metodologia de trabalho e de treinamento, diferente do antecessor (Givanildo Oliveira)para que os jogadores pudessem começar a entender e assimilar melhor nosso modelo de jogo", explicou.

Peças-chave

O Ceará está atualmente na 3ª colocação da Série B com 48 pontos, posição que credencia a equipe alvinegra ao acesso. Mas para chegar até esse posto, Chamusca reconhece que a caminhada não foi fácil e credita o retorno do Ceará ao G4 com o emprego de quatro elementos. "Hoje não tem como você desassociar tática, técnica, físico e emocional. Você acaba tendo um desgaste geral de todos esses componentes. No Ceará faltavam mais jogadores com característica de velocidade e eu sofri com isso na minha chegada. E isso faz a diferença no futebol de hoje", acrescentou o treinador.

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