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Pedagogo que virou auxiliar

Caé Cunha utiliza seus conhecimentos como professor para ser a sombra do técnico Marcelo Chamusca

00:00 · 11.09.2014
Fortaleza
Auxiliar técnico do Fortaleza diz que passou por muitos dificuldades; foi freelancer, pedagogo, sofreu para ter seu trabalho reconhecido e hoje faz uma leitura de jogo elogiada no Fortaleza, que tem ajudado na campanha na Série C ( FOTO: FABIANE DE PAULA )

Onde os olhos do treinador Marcelo Chamusca não podem chegar para ver seus adversários na Série C, os do auxiliar técnico Caé Cunha chegam como uma lente de aumento. E vem da observação dos rivais no Brasileiro, a definição do esquema tático para cada jogo do Leão, o que ajuda a manter o time na liderança do Grupo A do Campeonato.

O técnico Marcelo Chamusca tem muitos méritos de ter montado o elenco atual do Fortaleza, que saiu de um grupo reduzido de 10 jogadores da base no início do ano, para líder da Série C. Mas quem acompanha o trabalho interno do Tricolor reconhece a importância do auxiliar técnico. "O Caé é fundamental para nós, no dia a dia, nos jogos, na hora de montar o planejamento da semana. Acompanha atentamente o adversário, passando postura tática e característica individual de cada jogador. Muito atuante também no trabalho do campo no nosso dia a dia", elogia Marcelo Chamusca.

Vídeo

O Fortaleza já tem um cinegrafista que faz as gravações dos jogos dos clubes oponentes na Série C, mas que simplesmente faz a gravação. Depois, os vídeos de partidas dos rivais chegam a Caé Cunha (Carlos André Cunha), 51 anos, pernambucano de Recife e ele lhes dá um sentido.

São seus olhos, aliados ao do treinador, que vão enxergar o que há de importante naquela filmagem para traduzir como joga o adversário, a característica dos jogadores e outros detalhes que serão importantes para o confronto com o referido time.

"Você tem que analisar a postura dominante daquela equipe observada, suas ações ofensivas e defensivas e a característica dos jogadores. Passo também as qualidades e defeitos de alguns atletas, o que já passa a ser uma análise subjetiva", diz ele.

Freelancer

Caé Cunha começou como jogador em 1978 nas categorias de base do Flamengo, na época do treinador Júlio César Leal. Diz que foi um atleta comum e teve que abandonar a carreira cedo, por volta dos 26 anos, decepcionado com o futebol.

Passou 10 anos longe do esporte, quando foi estudar Pedagogia. Depois, fez um curso de técnico em São Paulo e passou a trabalhar como freelancer, fazendo a observação de equipes. Seu trabalho foi utilizado por treinadores de renome, como Vanderley Luxemburgo, Dorival Júnior, entre outros. Passou por muitas dificuldades, mostrando o seu trabalho, ao ponto de hoje ser reconhecido, participando sempre de congressos dos maiores técnicos do mundo.

Contrato com Arena deve ficar para hoje

De acordo com a Rádio Assunção Cearense, o Fortaleza deve assinar contrato de parceria com a Arena Castelão somente na manhã de hoje. O presidente em exercício do Leão, Daniel Frota, concedeu entrevista, ontem à noite, quando falou do assunto naquela emissora.

"Estão faltando poucos detalhes, mas como estavam digitalizando, acho que a assinatura ficará para amanhã (hoje)", disse Daniel Frota, sem querer entrar em mais detalhes do contrato.

Desde cedo da manhã de ontem, que os dirigentes Daniel Frota, o diretor do departamento jurídico do Tricolor, Giovani Santos e o diretor de futebol, Adailton Campelo, viajaram para São Paulo para se reunirem com representantes da BWA, empresa que administra a Arena Castelão nos dias atuais.

Qualquer dirigente do Leão localizado por telefone, ontem à noite, procurava fugir de revelar maiores detalhes da negociação.

Na capital cearense, o presidente do Conselho Deliberativo do Fortaleza, Elpídio Brígido Filho, disse que havia tomado conhecimento de algumas informações da reunião sobre a parceria. E revelou um detalhe: o contrato para o Tricolor jogar na Arena Castelão será válido apenas para este ano. O contrato ainda virá para que ele, como presidente do Conselho, coloque a sua assinatura no mesmo. Mais detalhes do contrato deverão ser revelados hoje.

SAIBA MAIS

Difícil participação de Edinho

A participação do meia Edinho, no jogo do próximo domingo, às 19 horas, na Arena Castelão, contra o Paysandu, pela 15ª rodada da Série C, é incerta. O jogador ficou ausente da derrota do Leão contra o CRB, no domingo passado, em Maceió, e esta semana foi acometido de uma virose. Ele não apareceu à tarde para treinar no Alcides Santos e se continuar assim, não jogará.

Treino secreto

O técnico do Fortaleza, Marcelo Chamusca, orienta treino coletivo na tarde de hoje, na Arena Castelão, palco da partida frente ao Paysandu. O treinamento será secreto, visto que a imprensa somente terá acesso a partir das 17 horas. O técnico Marcelo Chamusca vai treinar jogadas ensaiadas e deseja que ninguém filme ou fotografe. Serão colocados 30 mil ingressos à venda para esse jogo.

Ivan Bezerra
Repórter

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