Deu zebra

Rússia vence Espanha nos pênaltis e avança para Quartas de Final

Goleiro Akinfeev é o herói com duas defesas nas penalidades máximas

13:50 · 01.07.2018 / atualizado às 14:42 por AFP
Rússia
Akinfeev defende a última cobrança espanhola e comemora a vitória por 4 a 3 e classificação para as Quartas de Final ( Foto: Mladen Antonov/AFP )
Aspas
Diego Aspas é consolado por colegas espanhóis após perder o pênalti decisivo ( Foto: Kirill Kudryavtsev/AFP )

O goleiro Igor Akinfeev se tornou herói ao defender duas cobranças na disputa por pênaltis (4-3), neste domingo em Moscou, para colocar a anfitriã Rússia nas quartas de final e mandar a favorita Espanha mais cedo para casa.

Após empate em 1 a 1 no tempo regulamentar, que se manteve na prorrogação, Akinfeev parou as batidas de Koke e Iago Aspas para eliminar o campeão de 2010. Smolov, Ignashevich, Golovin e Cheryshev converteram suas cobranças e não deram chances ao badalado goleiro De Gea.

Antes, Sergey Ignashevich marcou gol contra para colocar os espanhóis em vantagem, aos 12 minutos do primeiro tempo, enquanto Artem Dzyuba empatou convertendo pênalti aos 41, após Gerard Piqué colocar a mão na bola dentro da área.

Na primeira prorrogação da Copa do Mundo da Rússia-2018, os 30 minutos extras não serviram para tirar a igualdade do placar.

Considerada uma das favoritas ao título, a Espanha atravessou turbulências às vésperas do mundial com o anúncio de Fernando Hierro como treinador após a demissão de Julen Lopetegui, que fora anunciado técnico do Real Madrid.

Mas a Fúria, que se classificou para a competição fazendo excelente eliminatória europeia, não demonstrou fome no duelo contra os russos e acabou sem conseguir furar o bloqueio do time anfitrião. A equipe pecou em tocar a bola sem agressividade e acabou pagando caro por isso.

Já a Rússia se manteve fiel a sua estratégia durante os 120 minutos, defendendo bem e conseguindo o gol após pênalti bobo de Piqué. Nas penalidades, contou com o brilho de Akinfeev para avançar às quartas.

A anfitriã espera o vencedor do duelo entre Croácia e Dinamarca, que se enfrentam ainda neste domingo em Nijni Novgorod. Quem vencer tem encontro marcado com a Rússia no dia 7 de julho, em Sochi, às 15h pelo horário de Brasília.

Pouca ofensividade

O início da partida confirmou as estratégias das duas equipes para o confronto. Os espanhóis, com seu tradicional jogo de toque de bola, dominaram a posse e as ações iniciais, enquanto os russos se defendiam como podiam e apostavam em transições rápidas para encaixar um contra-ataque. Mas a primeira grande jogada de perigo não veio com a bola rolando. 

Após falta sofrida por Nacho pelo lado direito, Marcos Asensio cruzou na segunda trave para buscar Sergio Ramos, que estava estava marcado por Ignashevich. Concentrado em evitar que o espanhol concluísse, o defensor russo acabou colocando para as próprias redes de calcanhar, abrindo o placar aos 12 minutos.

Com o gol precoce, a Espanha conseguiu o que queria para controlar o jogo trocando passes. Já a Rússia precisava se abrir um pouco mais em busca do gol de empate, o que daria chances para um contra-ataque da Fúria.

Mas os espanhóis não se mostravam preocupados em ampliar a vantagem. Em todo primeiro tempo, a equipe pouco criou e ficou cadenciando a partida na intermediaria ofensiva. Do outro lado, a Rússia ficou perto do empate em chute de Golovin da entrada da área, aos 35 minutos.

Cinco minutos depois, após cobrança de escanteio para a Rússia pelo lado direito, Piqué cometeu pênalti bobo ao subir com o braço levantado dentro da área e tocar com a mão na bola. Dzyuba foi para a cobrança e mandou no canto direito para empatar, aos 42 minutos.

Jogo morno

Na volta do intervalo, o cenário se manteve com o domínio espanhol. Mas a Fúria foi mais agressiva nos minutos iniciais, chegando mais ao gol defendido por Akinfeev com Alba (2 minutos), Diego Costa (5) e Isco (12), mas sem grandes perigos.

O tempo foi passando e nenhuma das duas equipes arriscava jogadas mais agudas para conseguir a vantagem no placar. 

A chance mais clara só veio aos 40 minutos, após chegada pelo lado esquerdo que Iago Aspas ajeitou de peito para a chegada de Iniesta vindo de trás. O ex-jogador do Barcelona bateu de voleio e exigiu grande defesa de Akinfeev, que precisou se recuperar para evitar gol de Aspas no rebote.

Nem mesmo os quatro minutos de acréscimo serviram para as equipes tirarem a igualdade no tempo regulamentar, provocando a primeira prorrogação da Copa do Mundo.

Akinfeev herói

No tempo extra, nenhuma novidade dentro de campo nos estilos de jogo das equipes. O cansaço era nítido e só a Espanha conseguiu ameaçar o gol de Akinfeev. No entanto, o goleiro russo não precisou fazer nenhuma grande defesa.

A novidade foi a quarta substituição oficial em uma Copa do Mundo, nova regra que passou a entrar em vigor no mundial russo. As duas equipes fizeram uso do regulamento e colocaram Aleksandr Erokhin e Rodrigo em campo.

Na segunda etapa, com o fôlego intocado por ter acabado de entrar em jogo, Rodrigo fez a melhor jogada espanhola e exigiu defesa de Akinfeev, aos três minutos. O brasileiro naturalizado espanhol invadiu a área pelo lado direito e bateu cruzado para a boa ação do arqueiro russo. 

Mas a partida foi decidida nas penalidades, no duelo entre o veterano Akinfeev e o badalado De Gea. Cheryshev, Golovin, Ignashevich, Smolov fizeram para a Rússia. Para a Espanha acertaram o alvo: Sérgio Ramos, Piqué e Iniesta. O duelo de goleiros foi melhor para o russo que defendeu as cobranças de Koke e Iago Aspas e colocou a anfitriã nas quartas de final. 

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