Surfe

Medina vence inédita etapa na piscina e acirra disputa com Filipinho

A disputa realizada na piscina de ondas criada por Kelly Slate foi finalizada neste domingo (9)

20:25 · 09.09.2018 / atualizado às 12:13 · 11.09.2018 por Folhapress
medina
Medina liderou a disputa desde o primeiro dia do evento e, na decisão contra os outros sete melhores, sobrou mais uma vez ( Foto: AFP )

Gabriel Medina conquistou a primeira etapa da história da elite mundial do surfe realizada em onda artificial, no Surf Ranch Pro na Califórnia, finalizada neste domingo (9). Foi a sétima vitória brasileira em oito etapas, ampliando a hegemonia do País na atual temporada.

A disputa realizada na piscina de ondas criada por Kelly Slater teve Filipe Toledo como segundo colocado e deixou acirrada a disputa pelo topo do ranking mundial, no qual Filipe segue líder, mas agora Medina diminuiu  para 5100 pontos a diferença.  

 

O outro brasileiro na final foi Miguel Pupo, que acabou na 7ª posição. Os três representaram o Brasil na final, na qual cada surfista teve quatro chances de pegar uma esquerda, além de três tentativas para a direita, sendo que a melhor para cada direção definiu o campeão.

O paulista de Maresias liderou a disputa desde o primeiro dia do evento e, ontem, na decisão contra os outros sete melhores, sobrou mais uma vez. Líder do evento, ele entrava sempre por último cada rodada para pegar suas ondas sabendo exatamente a nota que precisava tirar para seguir no topo. Eram duas ondas em cada rodada, uma para cada lado, e na última hora deram uma onda extra para a esquerda na rodada final, oferecendo duas esquerdas e uma direita para definir o campeão.

Performance

Medina abriu sua participação com uma queda em onda para a esquerda, mas logo arrancou a nota 8,73 na direita, registrando a melhor nota da rodada para essa direção. Na segunda rodada, ele tratou de arriscar na esquerda, na qual desferiu várias batidas até finalizar com um aéreo bem alto. Com essa onda,  recebeu 8,53 e assumiu a liderança da decisão para a última rodada.

Ainda líder do ranking, o ubatubense Filipe Toledo foi a maior ameaça de Medina. Apesar de não ir foi bem nas duas primeiras esquerdas, na qual surfa de costas, Filipe entrou para a última rodada com a maior nota da final: 9,80 para a direita, conquistada na segunda rodada. Filipinho deu três aéreos e pegou dois tubos na mesma onda, que foi finalizada com torcedores sinalizando que valia 10, mas apenas um dos cinco juízes cravou a nota máxima. 

Na rodada decisiva ele precisava arrancar uma nota 8.06 em uma das duas esquerdas a que teria direito para virar sobre Gabriel Medina. No entanto, fracassou e, na última tentativa arriscou um aéreo e caiu, arrancando nota 7,23 suficiente apenas para assumir a segunda posição.

Ainda faltavam as apresentações do japonês Kanoa Igarashi, qua caiu em suas duas ondas, e do australiano Julian Wilson, que também caiu ao tentar um aéreo para a esquerda e já sacramentou a conquista de Medina, que vibrou enquanto assistia à disputa.

Medina, então, entrou já campeão e só brincou em suas últimas apresentações. Na esquerda surfou com uma bandeira do Brasil às costas e pegou a direita de boné.

A bandeira era o símbolo da hegemonia do país na temporada, que tem Medina como vice do ranking liderado por Filipe a três etapas do fim do ano. 

Próximas etapas

O Circuito vai agora para a Europa, onde Gabriel costuma se dar muito bem. Ele é atual campeão e já venceu três vezes na França, que recebe o evento de 3 a 14 de outubro; e também defende o título da etapa em Portugal, de 16 a 27 de outubro, o último evento do ano antes da etapa derradeira em Pipeline, no Havaí.

No feminino, a havaiana Carissa Moore, quarta do ranking, pegou simplesmente as melhores notas para as duas direções, cravando 8,60 para a esquerda e incríveis 9,20 para a direita. As duas notas vieram na segunda rodada e no fim do evento ela só entrou na água para comemorar. O segundo lugar ficou com a líder do circuito, a australiana Stephanie Gilmore, seguida pelas norte-americanas Lakey Paterson e Caroline Marks. 

As brasileiras nem se classificaram para as finais deste domingo.  A cearense Silvana Lima terminou em 11.o lugar e se despediu da temporada para operar os dois joelhos. E a gaúcha Tatiana Weston-Webb  terminou em 12, posição que a manteve com o terceiro lugar no ranking mundial.

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