Copa Africana de Nações

Dirigentes são presos por suspeita de corrupção em Ruanda

Membros da federação do país teriam oferecido dinheiro para árbitro durante derrota da seleção diante da Costa do Marfim

10:27 · 14.09.2018 por Estadão Conteúdo
Ruanda
A Federação de Futebol de Ruanda negou qualquer tentativa de pagar propina ao juiz da partida ( Foto: divulgação )

A polícia de Ruanda prendeu dois dirigentes do futebol local por suspeita de corrupção em partida válida pelas Eliminatórias da Copa Africana de Nações. Os dois membros da federação de futebol do país são acusados de terem tentado subornar o árbitro do jogo da seleção contra a Costa do Marfim, no fim de semana.

François Regis Uwayezu, secretário-geral da entidade, e Eric Ruhamiriza, diretor de competições da federação, foram detidos na quarta-feira (12), segundo informou nesta sexta o Bureau de Investigação da Ruanda. A dupla teria oferecido dinheiro ao árbitro Jackson Pavaza, da Namíbia.

A Federação de Futebol de Ruanda negou qualquer tentativa de pagar propina ao juiz da partida. E se disse "chocada" com as alegações feitas pelo árbitro. Segundo a entidade, tudo não passou de uma mal-entendido. A federação informou que recebeu um pedido de Pavaza no valor de US$ 247 (R$ 1.030) para pagar despesas da viagem para trabalhar no jogo.

A entidade, então, entendeu que o valor seria para cada um dos árbitros envolvidos no comando da partida e entregou a Pavaza a soma de US$ 1.000 (R$ 4,1 mil). O juiz, contudo, teria interpretado o valor como tentativa de suborno para beneficiar a equipe da casa. A Costa do Marfim venceu o duelo por 2 a 1.

Histórico

Os casos de corrupção se tornaram recorrentes no futebol africano nos últimos anos. Entre os meses de julho e agosto, a Confederação Africana de Futebol baniu 18 árbitros e assistentes por dez anos. Alguns foram suspensos de forma permanente.

A entidade não revelou detalhes sobre cada um dos casos, mas admitiu que as punições foram relacionadas a denúncias feitas por um documentário, que flagrou diversos árbitros e dirigentes em casos de corrupção.

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