INCLUSÃO

Jogadores do Basquete Cearense vivenciam desafios de pessoas com deficiência

O jogo promovido pelo Carcará colocou paratletas contra alguns dos principais nomes do basquete cearense ( Foto: Reinaldo Jorge )
00:00 · 22.09.2017 / atualizado às 08:37

Sem preocupação com o resultado final da partida, usuários da Rede Sarah Kubitschek participaram de ação com atletas do Basquete Cearense em comemoração ao Dia de Luta Nacional das Pessoas com Deficiência, promovida pela Prefeitura Municipal de Fortaleza (PMF), nessa quinta-feira, no Ginásio Paulo Sarasate. A vitória? A superação de dificuldades cotidianas como locomoção, bem-estar e independência.

A maioria dos paratletas estão divididas em dois grupos: os que nasceram com deficiência, na maioria dos casos por causa da poliomielite e os que adquiriram a paralisia nos membros inferiores devido a traumas ou lesões medulares, como o caso de Antônio Souza, de 50 anos, cestinha da partida com oito pontos.

"Tinha a vida bastante ativa quando andava, mas depois da paralisia, aos meus 30 anos, percebi as dificuldades, porém só em estar vivo já é uma grande vitória. O esporte abriu portas. O esporte é minha vida", disse.

Desafio

O jogo, promovido pelo Carcará, colocou paratletas contra alguns dos principais nomes do basquete cearense. A locomoção da partida, feita em cadeiras de rodas foi o maior desafio para os jogadores do Basquete Cearense. O ala Sualisson Tavares, o "Espeto", destaque do Carcará, falou das dificuldades de jogar em uma cadeira de rodas e ressaltou a experiência.

"Não sabia que era tão difícil essa coordenação da bola, do quique, do arremesso e do controle da cadeira. É algo diferente. Uma experiência única. Levei um baile. Até fiz uma cesta, mas com uns treinos acho que consigo melhorar", comentou sorridente o jogador.

Para o técnico do Basquete Cearense, Alberto Bial, a interação do clube com os paratletas foi positiva e de ganho pessoal para o time.

"Foi um encontro emocionante. Nós temos de parabenizar esses paratletas que são sinônimos de superação. Tem que ter muita concentração e coordenação para realizar os movimentos, proteger a bola, realizar o arremesso. É muita coisa ao mesmo tempo e precisa-se de muita técnica. Eles passaram facilmente pelos nossos jogadores. Espero que sempre que tiver uma ação como essa, o Basquete Cearense possa participar", afirmou.

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