defende parreira

Foco na continuidade

Em entrevista, Carlos Alberto Parreira defende Neymar e pede permanência de Tite: "Precisamos dos dois"

00:00 · 13.07.2018
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Na avaliação de Parreira, Tite deve continuar no comando da Seleção pois ele representa o melhor caminho para o Hexa em 2022 ( FOTO: CBF )

A falta de experiência da comissão técnica e dos jogadores brasileiros em Copas do Mundo foi um dos fatores decisivos para o País ser eliminado nas quartas de final da Copa na Rússia. Por isso, é preciso dar continuidade à equipe. Essa é a avaliação de Carlos Alberto Parreira, técnico na conquista do tetracampeonato mundial, em 1994. A afirmação foi feita nesta quinta-feira, em Moscou, durante o seminário do grupo de estudos técnicos da Fifa (TSG, em inglês) do qual o treinador é membro.

"Nesta Copa, faltou experiência de Copa. Tínhamos bons jogadores, mas poucos com Copa. O estafe técnico também. O Brasil poderia ter ido mais longe na Copa. Fomos melhores no segundo tempo, controlamos o jogo, tivemos chance de marcar. Mas a Copa é muito decidida no detalhe. Mas continuamos sonhando em ganhar no Catar. Estamos sempre buscando ganhar a Copa do Mundo", disse Parreira, em entrevista coletiva.

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No fim do evento, no contato com os jornalistas brasileiros, ele defendeu a continuidade de Tite e afirmou que o Mundial na Rússia foi apenas a primeira experiência de um grupo jovem. "Vamos dar continuidade ao trabalho do Tite. Quero que ele continue. É o melhor caminho para o hexa. Nós precisamos dos dois, do Neymar e do Tite", completou o treinador do tetra.

"É a primeira vez que vejo torcedores e parte da imprensa pedindo a continuidade de um treinador mesmo depois de uma eliminação. Isso mostra um mudança de postura", afirmou.

Neymar na pauta

As faltas sofridas por Neymar e as reações do craque - os estrangeiros encaram como simulações e o tema virou motivo de humor na internet - dividiu opiniões no evento. O ex-jogador holandês Marco van Basten achou positivo que os torcedores façam brincadeiras, mas destacou que é preciso que o jogador tenha espírito esportivo.

"Se as pessoas estão rindo, isso é um bom sinal. Mas acho que simular não é uma boa atitude. Eu acho que você tem que ter espírito esportivo e isso não vai te ajudar.

Eu acho que ele pessoalmente deveria entender essa situação", disse o holandês.

Por outro lado, Parreira afirmou que Neymar realmente sofre muitas faltas nos jogos. "Ele é muito agredido também. Não vejo essa situação exagerada nas reações dele. Ele é caçado e cai", disse o ex-treinador.

Evento

O grupo do estudos técnicos da Fifa é formado pelo ex-técnico Carlos Alberto Parreira, campeão com a seleção brasileira em 1994, Marco van Basten, ex-jogador e que defendeu a Holanda na Copa de 1990, Bora Milutinovic, técnico em cinco Copas do Mundo, Emmanuel Amunike, ex-jogador da Nigéria, e Andy Roxburgh, membro dos estudos técnicos.

É um grupo importante que tem, entre outras atribuições, escolher o melhor jogador da Copa do Mundo, definir os prêmios para artilheiros (os critérios de desempate é o número de assistências) e também para os exemplos de fair-play.

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