Coluna

Tom Barros: uma vitória, Vozão!

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Tom Barros

tom@diariodonordeste.com.br • Colunista da editoria Jogada.

00:00 · 13.06.2018

Nunca uma vitória foi tão pedida, tão implorada, tão desejada, como a que o Ceará busca desde o início da Série A. Algo que emperrou por motivos diversos. E é preciso que venha. E venha já. E chegue para espantar os traumas, os fantasmas e tudo de ruim que tem marcado o sofrimento alvinegro. Mais uma vez a ideia de que o adversário de hoje, o Atlético-MG, é imbatível. Mais uma vez jogar fora, no Estádio Independência, outro obstáculo maior. Sim, mas é exatamente por todos esses percalços que o Ceará tem de exercitar a força mental, transcendental, superior, que passa por cima da lógica, elimina os pessimistas e apronta surpresas inacreditáveis. Há que se pensar assim nesta fase de retomada com Lisca.

Tudo muda

Se acontecer uma vitória do Ceará hoje, fiquem certos de que estará concluída a ponte para os novos tempos. A passagem da inquietação para a serenidade; da dúvida para a certeza; do medo para a coragem; do desespero para a confiança. Daí para frente a pressão será menor. Quanto menor a pressão, maior a chance de acerto.

Contraste

Não há como comparar as campanhas de Atlético e Ceará. O time de Minas é vice-líder com 20 pontos. O Ceará, lanterna (cinco pontos). O Atlético tem seis gols de saldo. O Ceará tem saldo negativo de 10 gols. São números. Mas há jogos que contrariam os números. E, vez por outra, o lanterna bate na turma do G-4.

Interpretação

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Gustavo e Leonan. Há momentos em que os atletas colocam as mãos sobre os lábios para evitar a leitura labial. E o que dizer quando os dedos passam o recado? Alguém consegue traduzir o que Gustavo e Leonan queriam dizer com estes gestos? Uma espécie de mímica cuja compreensão certamente ficou apenas para os integrantes do grupo.

Na Copa

Sexta-feira, já em plena Copa do Mundo, o Fortaleza recebe o Brasil-RS. Há toda uma expectativa sobre como Rogério Ceni vai trabalhar, em razão de ausências significativas de quatro ou cinco jogadores. A superação dependerá basicamente das adaptações. Esses são problemas naturais em certames de longa duração.

Simples

Nas alas não vejo problema no Fortaleza: no lugar de Tinga, Pablo dá conta do serviço; no lugar de Bruno Melo, Leonan. A simplificação das coisas também faz parte da eficiência no futebol. Improvisação só quando não há suporte para a natural modificação. Inteligente é quem evita invenções.

Direito de errar

Todos temos o direito de errar. Mas temos um grave defeito: cobramos mais dos outros que de nós mesmos. Luís Otávio tem sido um dos melhores do Ceará. Mas, por um grave erro dele, o Ceará tomou um dos gols do Palmeiras. Luís tem crédito. Está perdoado. Mas fica a advertência: terá de prestar mais atenção ao serviço.

Notas & notas

Na Série D nacional, restam 16 clubes participantes. Dentre eles, o Ferroviário. Passou a primeira fase com Maurílio Silva. Passou a segunda com Marcelo Vilar. Agora a terceira fase, diante do Altos do Piauí. A Série D começou com 68 clubes, divididos em 17 grupos. Restam apenas 16 times sobreviventes que encaram a fase mata-mata em sequência. Pelo padrão, o Ferroviário tem condições de avançar, embora haja previsão de muita dificuldade diante do Altos, máxime no Estádio Felipão.

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