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Tom Barros: Tarefa mais difícil

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Tom Barros

tom@diariodonordeste.com.br • Colunista da editoria Jogada.

00:00 · 12.08.2017

Há um consenso: mais difícil do que chegar ao G-4 é nele se manter. O Ceará chegou. E chegou bem. Agora inicia, então, a sua tarefa mais delicada: manter-se no grupo de cima, entre os que subirão para a Série A nacional. Hoje, diante do CRB, no Castelão, um jogo de vitória obrigatória para quem está em casa. Nos treinos, Chamusca fez experiências. Todas elas dentro do esperado. É a volta de Cametá, mas deixando Pio de olho. É a observação para descobrir qual a melhor maneira de encaixar Ricardinho. É Arthur no banco à espera do chamado para entrar e decidir o jogo. São experiências lógicas, sem invencionice. De repente Chamusca viu o time sair das carências para a abundância em todos os setores. Ótimo assim.

Tem mais

Não imaginei que veria Felipe Menezes e Felipe Tontini sem perspectivas no Ceará. Em momentos, os dois apresentaram bom futebol. Achei que se firmariam naturalmente. Não foi o que aconteceu. Hoje, até Ricardinho, que tinha posição intocável, está sendo convocado a jogar mais ainda para se garantir.

Vaidades

Tenho notado que a fogueira das vaidades não está crepitando no elenco de Porangabuçu. O "banco" está sendo olhado como situação natural até mesmo pelos atletas que, não faz muito, tinham estabilidade garantida. Como o certame é de longa duração, creio que haverá oportunidade para todos. Questão de momento.

Recordação e homenagem

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02.02.2010. A partir da esquerda: Jório da Escóssia e Jório da Escóssia Júnior, nomes conceituados da odontologia cearense. Jório, o pai, aviador, foi precursor da aviação leve no Ceará, um dos fundadores do Aeroleve. Por isso, hoje, em Aquiraz, receberá homenagem do Catuleve - Clube de Aviação Desportiva, no melhor ideal de Santos Dumont.

Modelo

Não ligo quando um técnico anuncia que vai usar o modelo 4-3-3 ou o 3-5-2 ou seja lá o que for. Vale quando a bola começa a rolar. Assim analiso a possível formação do Fortaleza com Reis, Pablo e Everton na meia-cancha, tendo Hiago, Paulo Sérgio e Lúcio Flávio no ataque. Só no transcorrer se saberá como realmente fica.

Nomenclatura

De uma época para cá, geniais comentaristas e técnicos discorrem sobre modelos táticos inovadores (o 4-1-4-1 seria um deles). Há certo pedantismo para mostrar sapiência. Ainda bem que Paulo Bonamigo simplifica e vai no que todo mundo entende (4-3-3 ou 4-4-2). A linguagem natural do futebol.

Retorno

O zagueiro do Ceará, Rafael Pereira, após recuperar-se contusão, volta à zaga como titular. Ótimo. Sua ausência também foi importante para mostrar que o Vozão está bem servido. Tiago Alves manteve o padrão. O mesmo se pode dizer da regularidade de Luís Otávio e Valdo. Agora é não deixar cair o nível alcançado.

Goleiro notável. O juiz federal, Agapito Machado, descende de uma família de grande futebolistas que marcaram o futebol cearense nas décadas de 1930 e 1940: Jandir Machado, Caranã Machado, Moacir Machado e Bozó Machado. Há dias, o doutor Agapito encontrou o ex-goleiro do Ferroviário, Marcelino. No encontro, a recordação da época em que Marcelino ganhou manchetes na mídia nacional por um recorde de invencibilidade na meta coral. Espero do pesquisador Eugênio Fonseca dados desse feito.

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