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Tom Barros: sofrimento continua

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Tom Barros

tom@diariodonordeste.com.br • Colunista da editoria Jogada.

00:00 · 27.08.2018

Deu o esperado: vitória do São Paulo (1 a 0). O Ceará, fechado todo, chamou o São Paulo e segurou até 32 minutos do segundo tempo, quando Bruno Peres finalmente abriu a retranca alvinegra. As propostas foram bem definidas. O São Paulo apertou com Luan, Nenê, Rojas, Diego e Everton. Manteve o domínio, mas afobou-se nas finalizações, máxime quando sentiu as dificuldades para romper o modelo alvinegro. Ante o bombardeio paulista, o goleiro do Ceará, Everson, mais uma vez mostrou-se notável, barreira quase intransponível. O Ceará teve a chance de abrir o placar com Leandro Carvalho. Só ele e o goleiro Sidão. A bola esperada. A bola do gol. A bola da vitória. Leandro perdeu. Logo depois expulso. Estragou tudo.

Precisão

Quem está na condição do Ceará não tem o direito de desperdiçar uma chance sequer. Assim, imperdoável Leandro. Assim também nos jogos com o Santos e com o Atlético-PR. Não adianta uma defesa compacta, se lá na frente os gols não acontecem. Dessa forma fica cada vez mais difícil sair da zona de rebaixamento.

Saudade do Pio

Quando no último minuto houve falta perto da área a favor do Ceará, só lembrei do canhão do Pio que o Ceará fez o favor de mandar embora. Seria arma alternativa diante da fragilidade alvinegra nas finalizações. O Ceará demora a criar chances de gol. Quando cria, a turma da frente cuida de perder.

Recordando

25 de agosto de 2006. Faz doze anos que essa foto foi batida. Ederson, hoje atacante do Fortaleza, quando jogava no Ceará. Daí ele foi parta o Atlético-PR, ABC, voltou para o Ceará, novamente Atlético-PR, AL Wasl (Emirados Árabes Unidos), Kashima Reysol (Japão), Vasco da Gama, Atlético-PR e agora Fortaleza. Ederson está com 29 anos de idade.

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Revolta

Compreensível a revolta de Leandro Carvalho, que sofrera falta, não dada pelo árbitro, permitindo a sequência que resultou no gol do São Paulo. Ele já estava irritado porque perdera a bola da vez. Mas não poderia com reclamações ter provocado sua própria expulsão, pois prejudicou muito o Ceará.

Fortaleza notável

O Leão passou por dificuldades quando o Londrina fez 1 a 0. Mas há no Fortaleza uma convicção de virada que impressiona. O time sabe, com paciência e personalidade, buscar o resultado. Há uma força mental que o coloca superior, mesmo estando inferior. E vai para cima. E vence. E faz a festa.

Irrestrito apoio

Na vitória do Fortaleza sobre o Londrina (2 x 1), Getterson sofreu a incompreensão da torcida de sua própria equipe. Condenável postura do torcedor que humilha e pode arrasar o atleta. Mas Getterson recebeu de Gustavo a solidariedade e o apoio irrestrito, mediante fraternal abraço. E, nas entrevistas, o elogio e a justificação do técnico Rogério Ceni. O aperto de mão de Marcelo paz. Cada um dá o que tem.

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Neologismo. Ando caçando no dicionário palavras novas para qualificar o atacante Gustavo. Já usei todos os adjetivos que o enaltecem. E o homem segue danado a assinalar gols. Solidário com os companheiros. E daí mais comentários elogiosos. Pelo visto, será preciso neologismo para falar ou escrever sobre Gustavo Henrique. Sim, porque cairei numa repetição se disser outra vez que ele é bom, é ótimo, é excelente, é notável, é predestinado, é vocacionado, é incrível...

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