Coluna

Tom Barros: Saber ganhar

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Tom Barros

tom@diariodonordeste.com.br • Colunista da editoria Jogada.

00:00 · 20.03.2017

O Uniclinic surpreendeu e foi melhor no primeiro tempo todo. Fechado, subia em contra-ataques rápidos e não raro levava embaraços à defesa do Ceará. Assim Cariús e Netinho desperdiçaram chances excelentes. Aí, numa única investida, o Ceará fez 1 a 0 com Magno Alves. Uma coisa é jogar melhor. Outra coisa é saber ganhar. Na fase final, vieram os ensinamentos do Magnata, o melhor do jogo. Ensinou como fazer: ampliou para 2 a 0. Também mostrou que sabe desperdiçar chances de ouro. Também mostrou que sabe servir na medida como no gol de Cametá (3 a 1). Preto fizera um pelo Uniclinic. Magno Alves, a diferença. A dois gols de marcar o centésimo com a camisa do Ceará, fica para o jogo de volta. Não tem nada ganho. Mas agora está bem mais complicado para o Uniclinic.

Avaliação

Agora todos os times que estão nas quartas de final já deram o ar de sua graça. É possível uma avaliação razoável do que possa acontecer em termos de classificação. Claro que, no modelo em que o saldo de gols não é levado conta, há sempre margem para uma zebra pintar no pedaço. Margem pequena, quase nada, mas existente.

Equilíbrio

Apesar de o segundo jogo do Ferroviário estar programado para o Estádio Domingão, casa do Horizonte, é indiscutível o equilíbrio previsto. Doda, Isac, Canga e companhia estarão no "aconchego do lar". Maior desafio para Valdeci, Maxuell, Mota e companhia. Em linhas gerais, impossível antecipar quem passa.

Recordando

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13 de junho de 2011. A partir da esquerda: Jackson Peixoto e Cristiano Santos, tendo à frente Valdemar Caracas. Detalhes: Cristiano coordenou o Memofut/Ceará durante muitos anos. Cristiano morreu em maio de 2015. Deixou uma lacuna no campo das pesquisas do futebol. Valdemar Caracas morreu em janeiro de 2013, aos 105 anos de idade. Foi um dos fundadores do Ferroviário Atlético Clube.

Semelhança

Previsão de equilíbrio também para o segundo jogo entre Guarani de Juazeiro e Maranguape. O Leão do Mercado no "aconchego do lar, Estádio Romeirão, onde Adenilson, Leilson e Ronda deitam e rolam. Mas Maranguape, fora do "lar" desde o início do certame, já se acostumou com tal desvantagem. Desafio para Paulinho, Harrisson e Gugu.

Vantagem

O Fortaleza joga pelo empate diante do Tiradentes. Numa decisão isso pesa. O Fortaleza, com a vitória sobre o Tigre no primeiro jogo, espantou fantasmas. A sofrida virada devolveu aos tricolores a convicção de que tem força para superar adversidades maiores. O pior já passou, mas o Tigre ainda é uma concreta ameaça.

Ele voltou

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Ricardinho. Voltou com vontade. Ontem, no pouco tempo que jogou, revelou a alegria de retornar ao que faz com muito zelo profissional e por puro prazer. O carinho da torcida ficou explícito nas manifestações. Agora é aguardar um pouco mais até que readquira o ritmo de antes. Com ele finalmente a esperança de ver crescer de produção o mais importante setor da equipe.

Notas & notas. Começou a Série B Cearense 2017. Só com sete times, creio que não mais será alvo de polêmicas como no ano passado, quando teve número recorde de WO. /// Lamentável ver Quixadá fora das competições. O Quixinha veio em quedas sucessivas. A prefeitura do município não cuidou sequer do Estádio Abilhão. Deu no que deu. /// Ainda bem o Estádio Bandeirão, em Limoeiro do Norte, voltou a ser palco de jogos oficiais. Há alguns anos Limoeiro fez bonito na Série A. Tem tudo para voltar à elite em 2018.

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