COLUNA

Tom Barros: Reverência aos ídolos

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Tom Barros

tom@diariodonordeste.com.br • Colunista da editoria Jogada.

00:00 · 05.10.2017

Quem acompanha o meu trabalho sabe do carinho que tenho pelos ídolos do futebol. De Ivan Roriz, goleiro do Ceará na década de 1950, até hoje, há uma interminável galeria na área de minhas atenções. O reencontro do ídolo Magno Alves com o gol no jogo passado foi um momento de festa interior, mais que exterior. O cenário da torcida em vibração traduziu apenas o lado visível de um momento especial. O lado invisível ficou nos corações de Magno, Natália e filhos, que há muito esperavam a retomada dos gols. Espera sofrida, demorada, compreendida por uns, incompreendida por outros. Ali o Magno de volta no encanto do que mais sabe fazer. E justo no momento em que o Ceará passava sufoco. Aos ídolos, a minha reverência.

O momento

Os veteranos têm limitações. É natural. E o próprio Magno tem consciência disso. Cabe então ao Marcelo Chamusca definir o momento ideal de sua utilização, assim como sabiamente fez ao mandar Magno entrar diante do Vila Nova. Fim do jejum, tudo agora será mais fácil para o Magno.

Variações

Eventualmente em alguns jogos Magno até poderá ser titular, se as conveniências assim recomendarem. Mas o ideal mesmo é ser guardado como arma mortal, máxime quando os adversários já estiverem desgastados pela disputa. É mesmo para comemorar a volta do ídolo que alguns entendiam já inútil, imprestável.

Notável ídolo do Fortaleza

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Nos últimos 20 anos nenhum jogador cearense foi mais genial que Clodoaldo. No Fortaleza, auge de sua carreira, teve melô cantada em todo o Brasil: "Uh, terror, Clodoaldo é matador"! Um ídolo amado e perdoado pelos tricolores, agora na cultura de paz do presidente Luis Eduardo Girão. Ídolo se trata assim, com reverência.

Imortalizado

Mozart Gomes, que teve livro biográfico escrito por Saraiva Junior, foi outro genial ídolo do Fortaleza. Meses antes de morrer, esteve na minha casa com o próprio Saraiva Junior. Tomou suco que ele gostava, de jenipapo. Contou episódios que Saraiva contou no livro. O melhor de todos os cearenses.

Vem aí

Outro ídolo que terá sua vida imortalizada em livro biográfico é Pacoti (Francisco Nunes Rodrigues), ídolo do Ferroviário na década de 1950. Jogou no Vasco e no Sporting de Lisboa. Pacoti está com 84 anos de idade, bem de saúde. Ele mora na Praia de Iracema. Uma lenda viva do nosso futebol.

Outro ídolo

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Sérgio Alves foi ídolo no Ceará. Seu melhor momento foi na década de 1990, quando vice-campeão da Copa do Brasil pelo Vozão. É o terceiro maior artilheiro do Ceará com 141 gols, atrás apenas de Gildo e Mitotônio. Sérgio Alves de Lima foi também ídolo no ABC de Natal. Hoje é treinador de futebol.

Copa 2018. Hoje, em La Paz, pela 17ª rodada das eliminatórias, Brasil (1º, 37 pontos) x Bolívia (9º, 13 pontos). Na primeira fase, em Natal, Brasil 5 x 0. De 1930 a 2016, Seleções Principais, 28 jogos, 20 vitórias do Brasil , cinco da Bolívia e três empates. Em La Paz (3.600 metros de altitude, daí seleção brasileira chegar duas horas antes jogo), sete jogos, quatro vitórias dos bolivianos, duas vitórias dos brasileiros e um empate. (Colaboração de Airton Fontenele).

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