COLUNA

Tom Barros: Preocupação natural

tomb

Tom Barros

tom@diariodonordeste.com.br • Colunista da editoria Jogada.

00:00 · 01.05.2018

Após os três jogos iniciais com insucessos consecutivos, aumentaram as preocupações alvinegras na Série A nacional. Dirão talvez que o campeonato está apenas começando. Tudo bem. É verdade. Mas passa de forma muito rápida. Agora já se pode dizer que o Ceará não está no ritmo da Série A. Corre sempre atrás do adversário. Em nenhum dos jogos esteve com o controle da partida. Pelo menos até aqui, não conseguiu acompanhar a velocidade e a intensidade dos concorrentes. Não há ainda motivo para desespero. Claro que não. Mas há motivo de sobra para a ampliação das preocupações. Quando o Ceará arrisca subir, não tem rapidez para cobrir os contra-ataques. Volta lento. É uma agonia permanente.

Pressão

Agora o time alvinegro vai ter que conviver com a pressão da torcida. A busca por algum bode expiatório é muito comum em situações assim. Marcelo Chamusca certamente, com a experiência que tem, já sabe que será cobrado e terá de apresentar soluções. Resta saber se será possível com o atual elenco.

Tempo

Como novas contratações não poderão ser feitas a toque de caixa, Chamusca terá mesmo de buscar resultados com o que tem. A ala direita ainda é uma incógnita. A ala esquerda, apesar de menos complicada, ainda está aquém. A marcação não consegue chegar junto. Haja complicação.

Recordando

Jogador Rocha

Década de 1960. Jogador Rocha, ponta-esquerda do Nacional, time dos Correios e Telégrafos. Esse time disputou durante vários anos a primeira divisão cearense, sob a presidência do desportista Zé Brasil. O Nacional também era chamado de time esmeraldino. Observem na foto como pequeno era o PV. (Álbum de Elcias Ferreira).

Avaliação

Há quem diga que o Fortaleza, nesta sua vitoriosa campanha, ainda não pegou um time forte. Acho que pegou, sim. O Guarani-SP é um time forte da Série B. Hoje o Fortaleza terá um adversário mais difícil: o Londrina no Estádio do Café. Ótimo momento para avaliação como querem os mais exigentes.

Adversário

Na estreia, o Londrina ganhou do Boa por 1 a 0, gol de Dagoberto. Foi no Estádio do Café. Produção apenas razoável. No jogo em Belém, o Londrina perdeu para o Paysandu na Curuzu. Resultado normal. Em Campinas, o melhor jogo do Londrina. Fechado, ganhou no contra-ataque (0 x 1). Nada demais, porém.

Em alta

Jean Patrick

Jean Patrick, após o belo gol que marcou na vitória sobre o CRB, além do notório crescimento de produção, é um dos trunfos do Fortaleza no jogo de hoje. Aliás, os avanços aconteceram com a sintonia fina alcançada pelo quarteto Jean Patrick, Derley, Dodô e Edinho. E tudo o mais veio por acréscimo. A conferir hoje.

Observações. Não creio que o técnico do Londrina, Marquinhos Santos, ex-Fortaleza, adote hoje o modelo tático que usou em Campinas. Lá ele optou por escalar o veterano volante Germano, ex-Ceará, atrás dos dois zagueiros. Tomou precauções. Deu-se bem. Ganhou o jogo, gol de Patrick Vieira. Hoje, em casa, quer crer que terá proposta ofensiva. Usará melhor os alas Reginaldo e Roberto, que são velozes e bons. Mas, pelo que vi, o Fortaleza tem condições de obter bom resultado, sim.

Últimos Artigos

© Todos os direitos reservados. O conteúdo não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização. Passível ação judicial.