Coluna

Tom Barros: posição e produção

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Tom Barros

tom@diariodonordeste.com.br • Colunista da editoria Jogada.

00:00 · 12.09.2018

As opiniões no mundo do esporte são interessantes porque, não raro, conflitantes. Ouvi manifestações variadas a respeito da situação do Fortaleza. Depois de três insucessos consecutivos, levantou-se uma apreensão bem acentuada em boa parte da torcida tricolor. Motivo simples: a aproximação dos concorrentes com a redução da diferença de pontos. Na minha observação, importante é separar duas coisas: posição e produção. Ora, o Fortaleza é líder. E líder de uma competição altamente competitiva. Tem vantagem de cinco pontos sobre o primeiro fora do G-4. Então, pela posição, não há motivo para apreensões. Com relação à produção, urge a retomada. A base do medo certamente está aí.

Por cima

A torcida do Fortaleza surpresa viu o time disparar na Série B. Tomou-se de entusiasmo e, desde então, imaginou que não teria sobressaltos. Amigos, time nenhum tira sem ter problemas um certame de longa duração. A meu juízo, o Fortaleza enfrenta oscilação perfeitamente contornável.

Além

No começa da Série B alguém imaginaria que o Leão logo alcançaria a liderança e aí se manteria tal como vem se mantendo até aqui? O Fortaleza foi além do inicialmente previsto e creio tenha condições de trabalhar a vantagem. Desespero é para quem está fora do G-4. Quem faz parte do G-4 está no lucro.

Recordando

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9 de dezembro de 2005. Volante e meia do Ceará, Fábio Pansera. Jogou no Vozão em 2005 e 2006. Depois que deixou o Ceará, jogou no São José-RS, Joinville, Chapecoense, Glóra e Ipiranga-RS, onde encerrou a carreira em 2012. Fábio Paulo Pansera está com 39 anos de idade. Nasceu em Aratiba-RS. Tem dupla nacionalidade (Brasil e Itália)

Semana

Lisca explicou que o Ceará não manteve intensa produção em Minas Gerais pelo desgaste dos três jogos anteriores em uma semana. Argumento válido no meu entender. Como agora tem uma semana para reposição de energias, antevejo um Ceará para cima do Vitória a exemplo do que fez diante do Corinthians e do Santos.

Para ele

Incrível o que ocorre com o artilheiro Arthur. A bola não lhe chega no ponto para finalizar. Houve chances nos pés de Juninho, Calyson, Felipe Azevedo e até nos pés do zagueiro Tiago Alves, mas não chega limpa nos pés de Arthur, que é especialista. Desafio de Lisca: como fazer a bola chegar no ponto ao centroavante.

Saudade

Maurício Benevides, o médico, o cantor, o amigo. Partiu. Deixou como legado o belo exemplo do servir. Maurício, ao lado de sua Rose, transmitia amor, canto, paixão. A voz, o ritmo, a afinação. A Medicina como sacerdócio, a música como vocação. Maurício marcou sua passagem com o selo da decência. Fica a saudade.

Notas & notas

 No próximo dia 6 de outubro, significativa data do retorno do Calouros do Ar às competições oficiais. Disputará a Série C, enfrentando na estreia o Pacatuba. O Calouros, quando ligado à Base Aérea de Fortaleza, foi campeão cearense profissional de 1955. /// Apesar da derrota para o Horizonte, o Ferroviário segue líder da Taça Fares Lopes, mas agora apertado por Pacajus e pelo próprio Horizonte, que tem apenas dois pontos a menos que o Ferrão, mas com jogo a menos.

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