COLUNA

Tom Barros: Pontos para revisão

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Tom Barros

tom@diariodonordeste.com.br • Colunista da editoria Jogada.

00:00 · 21.04.2017

Uma avaliação rápida do Campeonato Cearense revela que há pontos positivos no regulamento, mas outros precisam ser revisados. Cito como exemplo a série "melhor de três partidas". Expediente enfadonho. Além disso, o jogo do meio geralmente perde a graça porque nada define. Outro ponto a observar é a não aceitação do saldo de gols. Isso é ruim porque não estimula o jogo ofensivo. Pelo contrário, faz com que os times de menor qualidade técnica optem pelo modelo fechado, que é feio e sem criatividade. Ora, o certame já vai caminhando para seu final. Os estádios estão recebendo público cada vez menor. Para 2018 há que se criar incentivo, visando a levar o torcedor aos jogos. São mais de 67 mil lugares no Castelão. Vê-los desocupados é atestado de embotamento dos dirigentes.

Repercussão

O que a torcida do Fortaleza temia aconteceu. Agora vejo duas linhas de comportamento: a dos "pregoeiros do pessimismo" e a dos otimistas. Os primeiros semeiam o caos, a desgraça; os segundos entendem que a situação é difícil, mas contornável. Os pessimistas são a desgraça em todos os segmentos. Só puxam para baixo.

Acima

O Fortaleza é grande e está acima das turbulências. O Leão já superou situações muito piores. Houve um tempo em que até seu patrimônio corria o risco de ir a leilão. Ora, no ano passado o Ceará passou pelo que passa hoje o Fortaleza. O Ceará superou. Está aí com a mão na vaga na final 2017. O Leão certamente em 2018 fará o que Ceará faz agora.

Recordando

1957. Edson Arantes do Nascimento. Ele estava com apenas 16 anos, mas já titular no Santos Futebol Clube. Sorriso maroto. Nem imaginava que, um ano depois, estouraria na Copa do Mundo de 1958 na Suécia. Era o início da carreira de quem pouco tempo depois seria coroado como "Rei" do futebol. Pelé nasceu no dia 23 de outubro de 1940 na cidade de Três Corações em Minas Gerais. Está com 76 anos de idade. (Álbum de Elcias Ferreira).

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Outro finalista

A história do futebol não permite antecipar classificações por maior que seja a diferença entre os adversários. Pelas circunstâncias, a final deve ser mesmo entre Ferroviário e Ceará. Mas cuidado porque as zebras acontecem. O Guarani ganhar no tempo e nos pênaltis é missão quase impossível. Mas o "quase" aí tem significado profundo.

Quase

Para que dê Guarani na final, será preciso uma mudança radical no aproveitamento das finalizações diante do Ceará. Recado direto para Adenilson, Leilson, Ronda, Ítalo e Catarina. Em três jogos diante do Vozão, o Guarani não conseguiu assinalar um gol sequer. Se continuar assim, o quase continuará quase mesmo.

Posição

Maxi Biancucchi ainda não conseguiu repetir no Ceará as boas atuações que teve na época em que jogava pelo Bahia. No Vozão, atuando aberto pela direita, tem tido apenas alguns lampejos. Não me parece à vontade na posição. De qualquer forma, se assim for, poderá amanhã contra o Guarani inibir as subidas do bom ala do Leão do Mercado, Zé Aquiraz.

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Dados & dados. O mês de abril vai terminando e nada da liberação do PV. Quanta incúria. É inaceitável. /// Os gols que os atacantes do Fortaleza, Everton e Ronny, perderam diante do Ferroviário foram para matar do coração o técnico Marquinhos Santos. /// O desabafo do auxiliar técnico do Ferroviário, Jorge Veras, contra três dirigentes do Fortaleza, foi grave. Jorge jamais engoliu ter sido chamado de ultrapassado no Pici. Daí ter vibrado com a resposta coral dada em campo.

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