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Tom Barros: Otimismo predominante

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Tom Barros

tom@diariodonordeste.com.br • Colunista da editoria Jogada.

00:00 · 17.04.2018

O Boa Esporte, adversário do Fortaleza logo mais em Varginha, é teoricamente inferior ao Guarani de Campinas, se em conta o que cada um fez nas competições antes da Série B nacional. Mas isso é uma avaliação muito subjetiva, pois há peculiaridades que não podem ficar à margem da apreciação. Uma das vantagens do Boa Esporte é estar no aconchego de seu estádio. Mas isso não é tudo. O rendimento do Boa diante do Londrina, quando estreou com derrota no Estádio do Café, foi bastante questionado. Quero crer que, se o Fortaleza buscar a evolução natural que vem após a apreensão da estreia, poderá render o suficiente para um novo resultado positivo. Apesar dos senões tricolores, há otimismo predominante.

Avanços

Na vitória sobre o Guarani, gostei da produção de Edinho, Tinga, Osvaldo e Gustavo, a despeito de duas chances que Gustavo desperdiçou. Isso faz parte. É natural que se abra uma expectativa sobre avanços do grupo, no processo de evolução de jogo para jogo. Bruno Melo pode render mais.

Imperfeições

Os mais exigentes cronistas e torcedores são radicais na cobrança de produção ajustada logo no início das competições. Amigos, isso não existe nem em Copas do Mundo, com os melhores jogadores do planeta. Observem que é exceção a equipe que se mostra perfeita desde a estreia.

Recordando

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Década de 1970. A partir da esquerda: o atacante Jorge Costa, o meio-campista Joãozinho e o ponta-esquerda Marco Aurélio, que brilharam no Ceará. Hoje Jorge Costa mora em Aracati. Joãozinho e Marco Aurélio moram em Fortaleza. Todos foram campeões cearenses pelo Ceará. (Colaboração de Elcias Ferreira).

Proposta

A filosofia adotada pelo técnico Marcelo Chamusca, exceto raras exceções, sempre foi de jogo ofensivo. Claro que há momentos onde tem de trabalhar mais fechado, visando aos contra-ataque rápidos, o que não deixa de também ser uma proposta ofensiva. No Pacaembu nem uma coisa nem outra. Preocupou.

Correção

Contra o São Paulo certamente Chamusca estudará uma maneira de manter a produção ofensiva, ainda que não possa contar com a meia-cancha titular para municiá-la. Aliás, ele afirma que no Ceará não há time alternativo, pois utilizou todos em competições diferentes. É hora de provar na prática.

Perda

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Amaury Taumaturgo foi diagramador do Diário do Nordeste. Com ele trabalhei durante alguns anos. Sábado passado ele morreu em acidente de moto no Ipu. Ele era radialista. Ser humano leal, exemplar, sincero, amigo de verdade. Lamento a perda desse profissional dedicado e bom. Pêsames à família. Saudade que fica.

Notas & notas. No Fortaleza Alan Mineiro em nenhum momento mostrou o seu verdadeiro e belo futebol. E observem que a espera foi grande. Tempo lhe foi dado, mas nada de o atleta apresentar a esperada evolução de ritmo de jogo. Não sei a razão disso. Deu no que deu. /// Alípio também teve suas oportunidades. Não pode reclamar. Depois a torcida passou a pressionar o jogador. Tudo ficou mais difícil. Mais uma vez a diferença entre a contratação e a correspondência do futebol. Nem sempre dá certo.

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