Coluna

Tom Barros: o alvo agora é a "Bastilha"

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Tom Barros

tom@diariodonordeste.com.br • Colunista da editoria Jogada.

00:00 · 13.07.2018

A França, poderosa França. A França da "Queda da Bastilha", que pôs fim ao absolutismo dominante. Agora, no futebol, absoluta é a Seleção Francesa. Quem ousará derrubá-la. Quem ousará tomar o poder de Pogba, Mbappé, Griezmann? O trono futebolístico francês parece inalcançável, intocável. Mas um outro povo se levanta. A nação croata ousa desafiar, sim, o reinado comandado por Griezmann. Vem com a bravura de Perisic, Mandzukic, Modric e Rakitic. Força croata que eliminou da Copa o trono russo e eliminou também o trono inglês. Parte para derrubar o último reduto. Batalha tão esperada, marcada para domingo. Se a Croácia vencer, assistiremos à segunda "Queda da Bastilha".

Descoberta

O mundo do futebol é a melhor mídia para divulgar países. De repente, todos passaram a ter a Croácia como velha conhecida. Pequeno país, suas atrações turísticas, densidade demográfica, limites, economia. Pelo futebol a Croácia revela-se ao mundo. Seu IDH é de fazer inveja ao gigante Brasil.

Antes

Duvido que alguém soubesse tanto da Croácia quanto agora. O professor "Google" a ensinar tudo sobre Zagreb, Split, Rijeka, Osijek e Zadar... Aí já estão tentando destruir a simpatia dos croatas, querendo ligá-los a fatos nazistas. Muito cuidado ao ler essas matérias. Estude bem antes de assumir qualquer posição.

Recordando

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1965. Jornalistas e jogadores profissionais. A partir da esquerda (em pé): Sílvio Carlos, Zé Maria Melo, Zé Milton, Bombeiro, Manoel (aniversaria hoje, parabéns), Zé Raimundo e Veras. Agachados: Joaquim, Moésio Gomes, Chiquinho, Zé Augusto e Guilherme. (Colaboração do Chiquinho - Rua Ferreira dos Santos, 36, Álvaro Weyne).

De quem

Há jogadores que pela diferença assinalam as Copas com a marca de seus talentos. Assim a de 1954, de Puskas; a de 1958, de Didi; a de 1962, de Garrincha; a de 1966, de Eusébio; a de 1970, de Pelé; a de 1974, de Cruyff; a de 1994, de Romário... Sim, e a de agora? Para mim, no páreo Mbappé e Modric. Mas dependerá do jogo final.

Seria dele

Poderia ter sido a Copa de Neymar. Mas ele, a despeito das glórias, ainda não amadureceu o suficiente. Os espalhafatos, os exageros nas quedas e simulações, tornaram menor seu futebol e maior sua rejeição. É um craque. Sua intimidade com a bola é superior que a de todos. Mas isso foi ofuscado pelas bobagens dele.

Afirmação

Olhar na bola. Atenção máxima de Mbappé, da França. Ele tem tudo para concluir a Copa como o melhor da competição. Além disso, se eleito for, será o mais jovem atleta do mundo a receber tal honraria. Mbappé está com 19 anos. Pelé disputou a Copa de 1958 com 17 anos, mas o melhor da Copa foi Didi.

Iluminada Croácia

O pesquisador Airton Fontenele manda-me dados sobre a seleção da Croácia. Brilhou pela primeira vez na Copa da França em 1998, quando foi terceiro lugar. Na semifinal foi eliminada pela França, que ganhou por 2 a 1. O artilheiro dessa Copa foi o centroavante croata Davor Suker com seis gols. Na Copa 2002 na Coreia e no Japão, a Croácia foi 23º lugar. Na Copa da Alemanha em 2006, 22º lugar. Na Copa do Brasil em 2014, 19º lugar. Agora pela primeira vez a Croácia é finalista.

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