Coluna

Tom Barros: novos caminhos corais

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Tom Barros

tom@diariodonordeste.com.br • Colunista da editoria Jogada.

00:00 · 12.07.2018

A subida do Ferroviário para a Série C nacional tem profunda significação para o futebol cearense. Primeiramente pelo que representa a história do clube, atrás apenas de Ceará e Fortaleza no número de títulos estaduais. Depois por ter uma torcida que conserva as marcas da vibração e do entusiasmo, mesmo após anos seguidos de tropeço, quando até desceu para a segunda divisão cearense. A reação coral ganhou impulso no vice-campeonato estadual de 2017. Depois, a boa campanha na Copa do Brasil, quando faturou alto. Agora a ascensão para a Série C garante calendário completo em 2019, além de uma receita adequada à manutenção da equipe. Os novos caminhos corais são muito animadores.

Terceira força

Quando o Ferroviário entrou em crise, há poucos anos, questionaram se ainda seria o terceiro time do Estado. A pergunta era: Quem teria assumido tal condição: Icasa, Guarani-J ou Guarani-S? Admirável a subida dos três times citados, mas o histórico de títulos mantinha o Ferrão como terceira força.

Títulos

Além de torcida pujante, o Ferrão tem nove títulos estaduais (1945, 1950, 1952, 1968, 1970, 1979, 1988, 1994/1995 - bicampeão). Também tem 20 títulos de vice-campeão cearense. Não há como contestar o Ferrão como terceira força, embora tenha passado por momentos apagados há alguns anos.

Recordando

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2002. Desportistas famosos. A partir da esquerda, fila detrás: Zé Mário (campeão pelo Fortaleza), Jair, Pedro Simões (campeão pelo Fortaleza e Gentilândia), Pilomba, Themístocles, Nonato Holanda, César, Irajá (campeão pelo Leão). Sentados: Orlando Patrício, Beto Brasil, Airton Monte e Caroço. Na frente, Mário Noélio (Lacerdinha).

Ataque

Ceará contratou zagueiro Eduardo Brock. Ótimo. Mas é bom não perder de vista a necessidade de mais opções para o setor ofensivo. Nos jogos diante do Bahia os erros de finalização tiraram o time da final da Copa do Nordeste. O desafio para sair da lanterna da Série A passa necessariamente pelo feitura de gols. Logo...

Variadas

Gustavo, dando o ar de sua graça no Pici, animou a torcida que torce para a antecipação de seu regresso aos jogos. Mas é bom alertar: além do comandante, o Leão terá de voltar a ter potencial ofensivo como nos tempos de Osvaldo e Edinho. Se o Fortaleza não corrigir essa deficiência, Gustavo seguirá tendo dificuldades.

Vencedor

Jurandir Junior, executivo de futebol do Ferroviário, é um vencedor. Ele tem cinco ascensões no currículo: 1996 pelo Uniclinic (da Série B para a Série A cearense); Fortaleza (2001/2002, da "C" para "B" e da "B" para "A"; Ceará, 2009, da "B" para "A"; 2018, Ferroviário, da "D" para "C". Profissional competente.

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