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Tom Barros: Incontestável vantagem

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Tom Barros

tom@diariodonordeste.com.br • Colunista da editoria Jogada.

00:00 · 27.04.2018

Ainda vale muito a vantagem de jogar em casa. Quer queiram, quer não, os números mostram claramente como vencem mais os times anfitriões. Na primeira rodada da Série A, nos dez jogos programados, apenas um visitante conseguiu vencer: o Grêmio ganhou (0 x 1) do Cruzeiro no Mineirão. E dois visitantes conseguiram empatar: Vitória 2 x 2 Flamengo no Barradão e Botafogo 1 x 1 Palmeiras no Engenhão. Na Série B, na primeira rodada, também apenas um visitante venceu: o Paysandu ganhou da Ponte Preta (0x 1) em Campinas. E o São Bento de São Paulo empatou (1 x 1) com o Brasil em Pelotas no Rio Grande do Sul. Isso pesa na classificação. Hora, pois, de o Ceará em casa buscar os três pontos diante do Flamengo.

Novos

O Ceará contratou Juninho que estava no Sport. Houve polêmica sobre atos de indisciplina do atleta. Agora, com a contratação de Hyuri, que estava no Atlético-MG, fecha a segunda investida em poucos dias. Impossível opinar apenas com base em currículos. Primeiro teremos de vê-los em ação.

Momento

Pouco importa agora se Hyuri e Juninho estavam bem ou não nos ex-clubes. Que deem conta do recado. Só assim afastarão opiniões desfavoráveis, máxime nesse tempo em que noto exacerbação em tudo, máxime na crítica antecipada que destrói sem dar aos atletas as chances de uma resposta em campo.

Recordando

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Década de 1950. Com a perna engessada o famoso ponta-direita do Ceará, Carlito Bassalo das Neves, que marcou época. Veloz, driblador, este piauiense tomou-se de amores pela nossa terra. Brilhou na Seleção Cearense (3ª no Brasileiro de Seleções de1962). Ele ficou como funcionário do clube até 2005, ano em que morreu. (Álbum de Elcias Ferreira).

Voltas da vida

Dia desses, bronca da torcida do Fortaleza pela contratação de Derley, que, punido pela justiça desportiva, cumpria período sem poder jogar. Hoje Derley é motivo de aplausos. Não há mais como imaginar o meio-campo tricolor sem Derley. Nessa parte, pontos para Marcelo Paz que segurou a barra do atleta.

Mérito

Outro que inicialmente oscilou foi Jean Patrick. Numa transformação relâmpago, ei-lo agora absoluto. Como admirador que sou do Vasco, lembro dele no time cruzmaltino. Em São Januário teve passagem discreta. Hoje, no esquema de Rogério Ceni, Jean me parece bem solto, à vontade. Isso é bom.

Firmeza

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Diego Jussani está muito bem na zaga tricolor, quer quando ele tem como parceiro Adalberto, quer quando tem como parceiro Ligger. Jussani mantém certa regularidade. Aliás, perfeita a sua cobrança de falta para o gol de Bruno Melo diante do CRB. De zagueiro para ala na medida certa.

Capacidade. Não aceito o Castelão sem os seus 67 mil lugares à disposição do torcedor. Basta de desculpa amarela para reduzir tanto a oferta de lugares. Por que só aqui no Brasil a coisa funciona errado? Nos maiores estádios do mundo que visitei, a capacidade máxima está sempre disponível. Vejam os jogos da "Champion League": não há cadeira vazia. Ceará x Flamengo teria de ter 67 mil lugares à disposição. Reduzir lugares é perda de receita. Um absurdo.

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