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Tom Barros: Contagem regressiva

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Tom Barros

tom@diariodonordeste.com.br • Colunista da editoria Jogada.

00:00 · 13.09.2017

É natural que, às vésperas de mais um mata-mata, os tricolores busquem todas as informações possíveis e imagináveis a respeito do Tupi. Todos querem saber quem é quem no time mineiro. Esse, no moeu modo de entender, é o momento mais difícil da competição. Por mais paradoxal que pareça, mais difícil até que as semifinais e que a grande final. Motivo simples: quem passa das "quarta" ganha doce abrigo na Série B. Subir é o objetivo maior. O título de campeão se vier será ótimo. Mas, a rigor, a busca mesmo é pela ascensão. Depois, os classificados relaxam. Vão em busca do título, mas não mais sob "pressão arterial" à beira da explosão. Daí o Tupi ser o alvo do Leão. É o último obstáculo.

Título

Nas colocações feitas acima pode ficar a impressão de que não valorizo o título de campeão da Série C. Tem valor, sim. Reconheço. Seria a coroação final de um trabalho. Mas não resta dúvida de que às quartas de final, pelas circunstâncias, são mais carregadas de emoção pela extrema necessidade de passagem.

Comparação

Se um time perde o título de campeão da Série C, há lamentos. Mas lamento muito maior, desesperador, é a eliminação nas quartas de final. É como reprovação coletiva. Se perde o título, há conformação. É uma perda aceitável, compreensível. Se perde a ascensão, o mundo desaba pela frustração. Verdadeiro caos.

Recordando

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1973. Amistoso Guarani de Juazeiro do Norte e Santos no Romeirão. Presença de Pelé, então o astro maior do futebol mundial. Na foto, o "Rei" ao lado de Edinho, jogador do Guarani. Claro que a visita do Santos mobilizou toda a região do Cariri. Foi uma arrojada promoção do desportista José Afonso de Oliveira. (Foto enviada por Wilton Bezerra).

Dúvida

Afinal o que Magno Alves no momento representa para o Ceará? Se a comissão técnica considera que Magno não preta mais, deveria assumir ostensivamente seu ponto de vista. Mas, na minha ótica, comete grave erro de avaliação quem descarta Magno num certame de longa duração.

Momento

A passagem no G-4 empolga e muitas vezes leva a equívocos. O status e a vaidade cegam. Aí derrota, por mais incrível que pareça, têm o lado bom: traz o técnico a uma reflexão. E o conduz a uma revisão de conceitos. Só assim gente do banco passa a ser vista com melhor boa vontade. Já é hora disso.

Opção

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Importante a recuperação do volante Pio. Passa a ser mais uma opção com que contará o técnico Marcelo Chamusca. Pio estava muito bem quando sofreu a contusão que o afastou. Agora, com Pio já em condições de jogo, o Ceará terá outra vez à disposição o maior canhão do Brasil na atualidade.

50 anos. Taça Brasil de 1967. O América, campeão cearense de 1966, elimina o Treze no PV de Campina Grande, pois ganhara aqui por 2 a 0. Lá Treze 1 (gol de Chicletes) x 1 (gol de Pinha) América. O Treze jogou com Galego, Lopes, Antonino, Mané e Janca; Leduá, Zeca, Lima e Pinga (Cordeiro); Chicletes e Zé Luís. Técnico Astrogildo Nery. América: Pedrinho, Ribeiro, Cícero, Luciano Frota e Ninoso; Osmar e Loril; Pinha, Zé Gerardo, Wilson e Da Silva. Técnico - Gilvan Dias. (Dados de Eugênio Fonseca).

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