coluna

Tom Barros: Ceará silencia o Maracanã

tomb

Tom Barros

tom@diariodonordeste.com.br • Colunista da editoria Jogada.

00:00 · 03.09.2018

Grande vitória do Ceará. E diante de mais de 61 mil torcedores no Maracanã. Mais uma vez, Vozão todo fechado. Pressão do Flamengo nos 20 minutos inicias. Mas a bola da vez foi com Quixadá que desperdiçou. Aí o Ceará já poderia ter ficado na frente. Na fase final, mais pressão flamenguista que fez entrar três atacantes: Lincoln, Vitinho e Uribe. O goleiro Everson pegou tudo e mais alguma coisa. Lisca acertou ao fechar mais com Arnaldo e colocar Azevedo para trabalhar na meia no lugar de Calyson. Torcida do Flamengo impaciente vaia. E vaia muito. Presságio do pior: aos 45, gol de Leandro Carvalho. Ceará 1 x 0. Ceará foi perfeito na proposta, mais que perfeito na execução. Competiu. Segurou. Venceu. Com muito brio.

Repetição

Diante do São Paulo, no Morumbi, também poderia ter sido assim. Lá a bola da vez esteve com o próprio Leandro Carvalho. O modelo do Ceará foi o mesmo. Assim também diante do Vasco. Com os três pontos no Maracanã, volta a esperança que sumira na derrota diante do Bahia. Agora é pegar o Corinthians.

Oportunidades

Apesar do domínio do Flamengo, na fase inicial as duas mais claras chances de gol foram do Ceará. Uma com Juninho Quixadá, de frente, na área. Mandou para fora. E a outra com Leandro Carvalho, que tentou encobrir o goleiro Diego Alves. Sintese: O Flamengo teve o controle, mas o Ceará sempre esteve vivo no jogo.

Recordando

1971. Na AABB de Juazeiro do Norte, posse dos membros da Associação Juazeirense de Imprensa. A partir da esquerda: Dalva Mendonça (Rádio Iracema), Jussiê Cunha (narrador da Rádio Progresso), Assis Sobreira (jornalista), Carlos Alencar (narrador do "Pode vibrar" das rádios Progresso e Iracema) e Wilton Bezerra (Rádio Progresso).

Novo apagão

Tento entender o que houve com o Fortaleza em Goiânia, mas não tenho resposta. Após sofrer o primeiro gol, o time desonerou de vez. Daí o segundo. E só não sofreu mais gols porque a trave e Marcelo Boeck salvaram. Um Fortaleza desfigurado, atônito, sem encontrar o futebol que o fez líder.

Nem carão

Contaram-me que, no intervalo do jogo em que o Fortaleza estava perdendo do Guarani por 2 a 0 em Campinas-SP, o sermão de Ceni e as modificações introduzidas levaram o tricolor à virada espetacular. Desta vez, nem sermão nem modificações fizeram efeito. Está aí um novo sinal de alerta. O pior jogo do Leão.

Método diferente

O ídolo Magno Alves lançará no próximo dia sete de setembro um projeto voltado para a introdução e formação de crianças no maravilhoso mundo do futebol. O próprio Magno ensinará a arte que o fez um dia chegar à Seleção Brasileira e também ganhar os aplausos do mundo. Posso assegurar que será uma "escolinha" diferente pelos métodos e formulações. Tudo no estilo criterioso do Magnata.

Emoção compartilhada. Leandro Carvalho, o homem da vitória do Ceará. Ele ofereceu à sua mãe aniversariante, dona Ângela, o gol que marcou. O gol que ela pedira de presente. Não há nada mais sagrado que pedido de mãe. Assim, do Maracanã a Belém, onde dona Ângela mora, a emoção compartilhada. Corações unidos apesar de separados por 3.125km. Um gol para dar a Leandro mais confiança nas próximas partidas. E abre perspectiva para que ele agora, cheio de moral, marque mais e mais gols.

Últimos Artigos

© Todos os direitos reservados. O conteúdo não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização. Passível ação judicial.