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Tom Barros: Caminhos diferentes

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Tom Barros

tom@diariodonordeste.com.br • Colunista da editoria Jogada.

00:00 · 07.12.2017

Os dois momentos que marcaram o início das reações de Ceará e Fortaleza nas respectivas Série B e C foram bem perceptíveis: no Ceará a contratação de Marcelo Chamusca; no Fortaleza a eleição do presidente Luís Eduardo Girão. Outros fatos podem ter contribuído para a retomada, mas nenhum com a dimensão e o alcance dos que citei. Girão, pela profunda formação cristã, direcionou energia para a colheita positiva de quem planta o bem. Marcelo Chamusca usou seu grande poder de persuasão para fazer confiante e vencedor um time antes confuso e indeciso. Assim tornou possível a ascensão para a Série A. Girão e Chamusca usaram caminhos diferentes para objetivos comuns.

Objetivo

Luís Eduardo Girão conseguiu em poucos meses, tempo recorde, o que antigos dirigentes levaram anos e não conseguiram: a ascensão para a Série B. E alcançou isso sem alarde, apenas com a serenidade de quem conhece os melhores procedimentos administrativos para chegar ao topo de seus objetivos.

Relâmpago

Girão assumiu a presidência do Fortaleza no dia 10 de junho de 2017, um sábado. E renunciou no dia 6 de novembro, segunda-feira. Ele completaria cinco meses de mandato no dia 10 de novembro. Em período tão curto hasteou a bandeira da harmonia dos homens de bem e concluiu a tarefa com êxito total.

O dia da virada

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A partir da esquerda: Marcelo Paz, Luís Eduardo Girão e Marcelo Desidério. A posse de Girão deu início à virada tricolor. Marcelo herdou de Girão a cultura de paz. Por pura coincidência Marcelo tem PAZ até no nome. Mas os desafios do novo presidente são bem maiores. Um deles: chegar à Série A no ano do centenário.

Em pouco tempo

Marcelo Chamusca assumiu o comando técnico do Ceará no dia 24 de junho de 2017. E estreou goleando (3 x 0) o Oeste. O Ceará vinha de dois empates seguidos e uma derrota. No dia 18 de novembro, antes de completar cinco meses no Ceará, Chamusca comemorou seu maior feito: recolocou o Ceara na elite.

Transformações

Observem: Luís Eduardo Girão e Marcelo Chamusca tiveram quase o mesmo tempo (menos de cinco meses) para arrumar a casa. Arrumaram. Quando a pessoa tem competência e liderança pode mudar o rumo das coisas, mesmo que o tempo disponível seja mínimo. Girão e Chamusca provaram que isso é possível.

Na sequência

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Chamusca poderia ter ido para o futebol árabe, após a subida do Ceará. Iria faturar alto, deixando aqui a marca da notável conquista. Optou por permanecer e desfrutar do prestígio de uma carreira crescente. Quer consolidar seu nome no futebol brasileiro. Mas tudo dependerá do êxito do Ceará na elite 2018.

Chutes & chutes. Caros amigos, a época da entressafra no futebol é terrível. Tantos os chutes, tantas as fococas, tantos os "disse não disse" que entra dia sai dia, entra noite e sai noite, sem que algo de mais sério e concreto aconteça. Especulações sobre atletas que ficam, especulações sobre atletas que saem, especulações sobre propostas, especulações sobre salários. No dia seguinte, nada feito. No dia seguinte, por mais paradoxal que pareça, desfeito o que não foi feito. Tomara que a bola volte a rolar logo...

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