Coluna

Tom Barros: Caminhos da ascensão

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Tom Barros

tom@diariodonordeste.com.br • Colunista da editoria Jogada.

00:00 · 20.05.2017

Nos últimos anos, o Fortaleza tem sido sempre o primeiro da fase classificatória da Série C, mas estanca aí. Inexplicavelmente não consegue seguir. Gerou complexo. Trauma que passa de ano para ano. Outros times, sem a história e tradição do Fortaleza, conseguiram subir. Assim o Oeste, assim o Macaé, assim o Juventude, assim o Brasil/RS. Um trabalho psicológico deve ser exercido nesse ponto. Será preciso simplificar quando chegar o mata-mata. Não ver nessa fase um monstro de sete cabeças. Não trazer para 2017 fantasmas gerados pelas mentes negativistas dos anos anteriores. Pelo histórico, pouco importa ser primeiro ou quarto na fase classificatória. O caminho da ascensão é a preparação mental para o jogo eliminatório.

Sem pressão

O segredo para subir está na descontração. Observem que o Oeste subiu porque toda a pressão estava sobre o Fortaleza no PV superlotado. O Fortaleza uma pilha de nervos. O Oeste o berço da calma. O Fortaleza aparvalhado; o Oeste consciente. O Fortaleza cheio de espanto; o Oeste cheio de encanto. Assim ganhou o Oeste.

Nos demais

A mesma situação descrita com relação ao jogo diante do Oeste foi repetida nas decisões de vaga com o Macaé, Juventude e Brasil de Pelotas. Todos tiraram proveito da pressão sofrida pelo Fortaleza. Conclusão: o atalho para o Leão subir é exatamente não trazer outra vez os medos passados. Incutir na mente que 2017 é uma outra história.

Recordando

Década de 1970. Meias Joãozinho e Luciano Oliveira no Ceará. João foi revelado pela Seleção de Itapipoca. Fez o gol do título do Fortaleza em 1969 na decisão com o Ceará (1 x 0). Depois João brilhou no próprio Ceará. Mora em Fortaleza. Luciano Oliveira brilhou no Fortaleza e no Ceará. Inesquecível sua atuação, quando no PV, pelo Ceará, "parou" o famoso Rivelino do Corinthians. Luciano morreu moço demais. (Álbum de Elcias Ferreira).

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Padrão

É consenso: com o atual padrão dificilmente o Ceará subirá para a Série A. Mas há tempo para Givanildo trabalhar o grupo como ele fez nas diversas vezes em que subiu outras agremiações. Se o deixarem trabalhar, haverá a evolução. Se, porém, a pressa de resultados imediatos acontecer, o Vozão voltará a tropeçar na mesma pedra.

Três ou quatro

Temo muito a tendência brasileira (cearense ainda maior) de marcar três jogos sem vitória para colocar o técnico na marca do pênalti. Pior ainda quando marca quatro jogos sem vitória para detoná-lo de vez. A cada mudança de técnico, filosofia quebrada. Por isso, paciência, muita paciência, jovens amigos meus, antes de qualquer precipitação.

Segurança

Um dos pontos positivos do Ceará é o sistema defensivo compacto. Nessa parte, a segurança do zagueiro Rafael Pereira. Eficiente. Não o vi até aqui cometer um erro sequer. Bom na antecipação e no desarme. O mesmo se pode dizer no jogo aéreo. E mais: independente de quem seja o parceiro na zaga, mantém a regularidade de produção. Melhor para Givanildo.

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Fifa. Há 113 anos (21 de maio de 1904), em Paris, foi fundada a FIFA, sendo sete países pioneiros: França, Suíça, Espanha, Holanda, Bélgica, Dinamarca e Suécia. Hoje conta com 209 países filiados. Em 1932 mudou-se para Zurique, na Suíça. Teve nove presidentes. O maior mandato foi o do francês Jules Rimet (33 anos, de 1921 a1954). O brasileiro João Havelange presidiu a Fifa por 24 anos (de 1974 a 1998). O atual, Gianni Infantino, a preside desde fevereiro de 2016. (Dados de Airton Fontenele).

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