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Tom Barros: Apelos diferentes

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Tom Barros

tom@diariodonordeste.com.br • Colunista da editoria Jogada.

00:00 · 10.02.2018

Hoje, pelo Campeonato Cearense, Iguatu x Floresta no Morenão; Uniclinic x Tiradentes no PV; Guarani x Fortaleza no Romeirão; Ceará x Horizonte no Castelão. Houve um tempo em que o Carnaval fazia parar o futebol. O Brasil da folia não admitia outra atividade que não as ligadas ao Carnaval. Passou. Hoje é diferente. Ainda sou resistente um pouco a esta mistura. Certamente resquícios de um tempo em que as coisas eram bem separadas. Semana Santa só Semana Santa, bem santa. Carnaval só Carnaval, sem vaga para outros entretenimentos. Tudo mudou. Se querem assim, que assim seja. Hora de avaliar a adesão do torcedor. Se quiser, poderá participar dos dois eventos. Não sei se haverá dinheiro e ânimo para situações paralelas assim.

Desespero

O Guarani/J recebe o Fortaleza. O time de Filinto Holanda busca oxigênio, pontos, procurando a salvação. Está como quem reza aos céus nos momentos de desespero. Fica à espera de uma ajudazinha do Uniclinic, que seria muito bem-vinda ao Guarani. É o futebol do Cariri mais uma vez a perigo.

Favorito

Embora o jogo seja no Romeirão, o Fortaleza é o favorito. Apesar das ausências de Bruno Melo, João Henrique e Gustavo, ainda assim as condições são mais favoráveis ao Tricolor de Aço. Teoricamente a substituição mais fácil é a do meia João Henrique. Há outros no setor com qualidade semelhante.

Recordando

Recordando

Início da década de 1960. Uma das boas formações do Ceará. A partir da esquerda (em pé): William Pontes, George, Mauro Calixto, Zezinho, Evando e Carneiro. Na mesma ordem (agachados): Carlito, Gildo, Ernane, Zé de Melo e Expedido Chibata. Observem a camisa do Vozão, sem o escudo no peito, exceto o escudo da camisa do goleiro George.

Onipresente

Ceará em Brusque, Santa Catarina. Ceará no Castelão em Fortaleza. Ceará no Estádio do Café em Londrina, Paraná. Ceará aqui, ali e acolá. Quase onipresente. Quase onipotente. Hoje diante do Horizonte. Depois, pé na estrada. Abraçar o mundo. Marcelo Chamusca canta, toca e assovia.

Haja oratória

Marcelo Chamusca, competente maestro. Se fosse jogador, estaria batendo escanteio e fazendo gol de cabeça. Entrevistas pela manhã, à tarde e à noite. Bom de papo. Palavras em profusão. É filho de escritor. Hábil no futebol, hábil nas entrevistas. Não sei como ele e o Ceará estão suportando esta maratona tão louca.

Talento

Valdeci

Valdeci, meia do Ferroviário, cresceu muito de produção nas recentes vitórias sobre o Floresta em Caucaia e sobre o Confiança no PV. Há muito Valdeci vem recebendo elogios por seu talento. Só precisa manter a regularidade de produção. É força coral diante do Maranguape amanhã às 16 horas no PV.

Novo tempo. Ferroviário ganhou do Floresta e eliminou o Confiança. A mais apaixonada torcedora coral, minha querida amiga Lyana Ribeiro, chorou na vitória sobre os sergipanos. Paixão coral é eterna. Da "Maria Fumaça" ao "Eurostar", do romântico ao moderno trem, Ferrão sempre. Pelo êxito inicial, o técnico Ademir Fonseca merece ter seu pedido atendido. Esqueçam o "Mané Fogueteiro de Augusto Calheiros. Vejam o trabalho sério que Ademir implanta na Barra. Hora de apoio para o Ferrão crescer.

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