Coluna

Tom Barros: a primeira sem Osvaldo

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Tom Barros

tom@diariodonordeste.com.br • Colunista da editoria Jogada.

00:00 · 18.05.2018 / atualizado às 00:18

Hoje, o Fortaleza enfrenta o Figueirense no Estádio Orlando Scarpelli. Dois desafios. O primeiro é, claro, derrotar o dono da casa, que ocupa a sétima colocação com nove pontos. O segundo desafio é superar a ausência do ponta-esquerda Osvaldo, jogador que vinha sendo de elevada importância na formulação ofensiva tricolor. Há toda uma expectativa sobre como será o desempenho do Leão a partir de agora. E mais: como o técnico Rogério Ceni adequará o modelo tático à nova situação. O próprio Ceni terá de conferir na prática o que certamente já elaborou na teoria. Quero crer que, como os demais compartimentos estão bem afinados, não será tão difícil ao treinador encontrar a solução para este problema pontual.

Contraste

Enquanto o Fortaleza está em ascensão com vitórias e invicto, o Figueirense teve bela arrancada com três vitória consecutivas, mas perdeu seus dois últimos jogos, fato que motivou críticas ao trabalho do técnico Milton Cruz. Perdeu para o Brasil em Pelotas e, no clássico local, perdeu para o Avaí.

Dificuldades

Na minha avaliação, será um jogo difícil. O técnico Milton Cruz vem usando dois jogadores que já atuaram no Ceará: o meia Filipe Amorim, que jogou no Vozão em 2014, e o atacante Maikon Leite, que esteve no alvinegro em 2017. Ambos tiveram apassagem discreta. Maikon não conseguiu se fixar como titular no Vozão.

Recordando

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28 de maio de 1957. Faz 51 anos. Aspirante do Fluminense Futebol Clube do antigo Bairro Cocorote. A partir da esquerda (em pé): Luciano Pio, Doda, Humberto, Montezuma, Zé Messias, ? . (Agachados): Paulinho, Toinho Amâncio, Choró, Biluca e Tatá. Local: Campo do Cruzeiro da Lagoa Redonda. (Do álbum de Calvino Pereira, da OAB-Ceará.

Vitória

A Série A chegou à sexta rodada e o Ceará ainda não venceu. Chamusca busca ajustes em setores que não estão rendendo bem. Problema nas alas. Pela direita está aí Samuel Xavier que retornou. Pela esquerda, Romário retoma a posição. Desde que voltou, Romário jamais repetiu suas grandes atuações. Nova chance.

Pelos lados

Não por acaso quase todos gols sofridos pelo Ceará têm origem pelos lados. Na maioria das vezes, as bolas cruzadas (aéreas ou não) passam por toda a extensão da área, sem que haja a intervenção da defesa, quer nas que resultam em gol, quer nas que não são conferidas pelo ataque adversário.

Míssil

Onde colocar o Pio? Na ala, a marcação com ele é deficiente. Mas o Ceará não pode deixar fora uma arma que poucos clubes no Brasil têm: um míssil de médio e longo alcance. Sim, mas se Pio tiver de ser aproveitado de início na meia-cancha, quem sairá? Dilema para Chamusca resolver. Pio foi o melhor do jogo passado.

Nome

Além dos quatro ex-jogadores cearenses, oriundos do Ferroviário atuantes pela Seleção Brasileira (Zé de Melo, Mirandinha, Jardel e Adriano), o Ferrão teve Pepê (Pedro Apóstolo Rodrigues), notável atacante piauiense. Atuou de 1939 a1942 (83 jogos, 58 gols). Esse ponta-direita atuou por três seleções estaduais (Piauí, Ceará e Maranhão). Ele encerrou a carreira no Moto Clube de São Luís em 1955. Por essas injustiças do futebol, Pepê nunca foi convocado para a Seleção Brasileira. (Colaboração de Airton Fontenele).

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