Coluna

Tom Barros: A Canarinho em busca do maior título do planeta

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Tom Barros

tom@diariodonordeste.com.br • Colunista da editoria Jogada.

00:00 · 14.06.2018

Hoje, em Moscou, Rússia e Arábia Saudita inauguram a vigésima primeira edição da Copa do Mundo de futebol. Entre a abertura da primeira Copa em 1930 e a abertura de logo mais, 88 anos as separam. Do Estádio Centenário no Uruguai ao Estádio Lujniki na Rússia, uma longa história para contar. Fatos apoteóticas, mas também tragédias que emudeceram nações. Em vinte Copas, o Brasil ganhou cinco. De Pelé em 1958 a Ronaldo Fenômeno em 2002, as conquistas que cravaram cinco estrelas sobre o escudo da Camisa Amarela (às vezes Azul). Mas a Seleção Brasileira, de tantas glórias, viveu também momentos sombrios e muitos azares. Momentos em que os corvos invisíveis sobrevoaram o Maracanã em 1950 e o Mineirão em 2014. Melhor esquecer essa parte para não mexer na profunda cicatriz que nos deixaram o Uruguai e a Alemanha. Melhor mesmo é olhar para o lado bom dos títulos conquistados pelos gramados do mundo. E é assim que vamos contemplar a Canarinho de hoje, comandada pelo sereno Tite. A Canarinho de Neymar. A de Gabriel Jesus. A de Willian. A de Philippe Coutinho. Resultado: a seleção de cada um acaba sendo também a seleção de todos nós. Então, como que num milagre, juntam-se num só corpo o time, o povo e o sonho. Indivisível fusão que fortalece a fé e a torna inabalável porque recomposta após terríveis fracassos. Todo respeito pela atual campeã, a Alemanha de Thomas Müller; pela França, de Pogba; pela Espanha, de Iniesta; por Portugal, de Cristiano Ronaldo; pela Argentina, de Messi; pela Rússia, de Igor Akinfeev. São seleções favoritas. Mas o Brasil também é favorito. E favorito porque teve forças para sair dos escombros de 2014, sobrevivente do desprezo, da agonia, da humilhação. E já agora também respeitado, reabilitado e pronto para mostrar que os herdeiros de gênios como Pelé e Garrincha têm o mesmo DNA do talento, da magia e do encanto de outrora. Não há aqui o ufanismo que exagera, há a realidade que convence. O Brasil pode não ganhar a Copa 2018. Mas certamente, ainda assim, trará de volta restabelecida a imagem de um país consagrado no futebol, amado no futebol, porque diferente, criativo, inovador e renovador. A Canarinho em busca do maior título mundial do planeta. É a meta. Paralela a isso, a missão de dizer ao mundo que o nosso futebol não quedou sepultado após a "Tragédia do Mineirão",

De Pelé em 1958 a Ronaldo Fenômeno em 2002, as conquistas que cravaram cinco estrelas sobre o escudo da Camisa Amarela (às vezes azul).

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