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Clubes se unem pela paz nos estádios

Mascotes de Ceará e Fortaleza ficam lado a lado e exibem a bandeira com o nome paz escrito. Campanha ocorreu nessa quinta-feira antes do Clássico-Rei válido pela Taça Fares Lopes, disputado na Arena Castelão ( Foto: Agência Diário )
00:00 · 07.10.2017

Ceará e Fortaleza têm feito, nos últimos meses, várias ações em prol da paz nos estádios de futebol. As duas maiores forças do futebol estadual estão juntas nessa campanha, que é voltada diretamente à conscientização de paz para o torcedor. No último Clássico-Rei, válido pela Taça Fares Lopes, o exemplo veio de cima, onde os presidentes Robinson de Castro e Luís Eduardo Girão acompanharam a partida juntos nas cadeiras do Castelão.

Em seu perfil no Facebook, o mandatário alvinegro reforçou a campanha ao elogiar a iniciativa das duas equipes no último jogo. "O Clássico-Rei de número 562 foi marcado pela execução de várias ações pela promoção da cultura de paz no futebol. O papel do dirigente é dar exemplo, de combater esse estigma de que futebol é perigoso. No protocolo de abertura do jogo, atletas alvinegros e tricolores entraram de forma alternada no gramado da Arena Castelão. Os atletas posaram para foto perfilada segurando uma faixa com os dizeres "Rivais, sim. Inimigos, jamais". Além disso, acompanhei a partida ao lado do Presidente do Fortaleza, Luís Eduardo Girão, no camarote da Arena Castelão. Precisamos demonstrar que não somos inimigos, somos adversários apenas dentro de campo", escreveu.

Especial

O presidente do Fortaleza, Eduardo Girão, aprovou muito a iniciativa: "Realmente, foi um momento muito especial, no Estádio Castelão. Assisti ao jogo no local onde o presidente Robinson de Castro sempre assiste com a família dele. Ele me convidou, junto com a minha família", revelou Eduardo Girão.

O dirigente acrescentou ainda: "Levei meu tio, Ricardo Braga, que sempre me levava para o jogo do Fortaleza, quando eu era criança, era mascote e entrava com o time. E no clássico, fomos hiper-bem recebidos pelo presidente Robinson de Castro. No momento que dava, pois estávamos concentrados no jogo, trocávamos ideias, conversando sobre o futebol cearense, de como buscar apoio para os clubes, conjuntamente.

É uma obrigação como dirigentes, promover o bem. Dentro de campo, somos adversários, rivais, mas fora de campo, somos irmãos.

Dentro de campo é disputando cada centímetro de grama para ganhar. Mas, fora de campo, somos irmãos. Quem não tem na sua família um parente que seja Ceará ou Fortaleza e você ama? Então, se uma vida for salva por essas ações que fizemos já vai valer a pena ter feito", disse Eduardo Girão.

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