CARREATA DO ACESSO

Avalanche Alvinegra

02:19 · 23.11.2009
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Uma recepção indescritível teve ontem a delegação do Ceará após regressar de São Paulo, onde conseguiu o acesso


A torcida alvinegra superou todas as manifestações de amor e apreço ao seu time nos 95 anos de existência do Vozão. Um contingente humano e de carros que impressionou não só quem mora nas proximidades do Aeroporto Internacional Pinto Martins, mas como à Polícia Militar (PM) e os funcionários da Infraero tomou conta ds vias que dão acesso ao local, nos dois sentidos, entre os bairros Castelão e do Montese.

Para se ter uma ideia da grandiosidade da festa em comemoração à volta do time à elite do Futebol Nacional após 16 anos, o trio elétrico e o carro dos Bombeiros que transportaram os heróis da conquista demorou 55 minutos para fazer o trajeto de dentro do aeroporto até o viaduto que fica fora dele, cerca de apenas 50 metros de distância.

Voo perdido
A inesperada avalanche humana fez com que muitos turistas que se dirigiam ao aeroporto para viajar, estupefatos, deixassem os táxis pelo caminho e se encaminhassem a pé para não perder o embarque. "Sou representante comercial e viajo por esse Brasil afora há mais de 15 anos. Nunca tinha visto isso em lugar nenhum. Quando entramos na avenida, pensei que se tratava de alguma catástrofe. Ainda bem que é apenas uma comemoração", afirma o paulista Evaristo Moreira de Lima.

Cego e apaixonado
Até quem não enxerga resolveu recepcionar a delegação do Vovô. É o caso do deficiente físico Rogério de Oliveira Teixeira, 42 anos, 22 dos quais sem ver. "Sou deficiente. Não posso ver. Mas, imagino o que está havendo. É algo que me deixa emocionado, pois há muito tempo não sentia uma alegria tão forte como essa dada pelo Vozão", revelou.

Do aeroporto até a sede do Ceará, num trajeto normal, se gasta 10 minutos. Por causa da multidão e do enorme contingente de veículos, motos e bicicletas que acompanharam o comboio da vitória, a carreata só chegou ao Vovozão três horas depois. O percurso teve que ser desviado do Montese. Seguiu pela Expedicionários e contornou o bairro do Mondubim, até parar em Porangabuçu.

FERNANDO MAIA
REPÓRTER

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