contra Moscou

Washington deve aumentar sanções

00:00 · 14.09.2018

Washington/Moscou. Os EUA estão planejando um novo conjunto de "severas" sanções contra a Rússia pela suposta tentativa dos agentes do Kremlin de matar um espião renegado no Reino Unido.

A secretária de Estado adjunta, Manisha Singh, disse em uma audiência no Congresso que a Rússia ainda não aceitou as demandas de que torne transparente sua produção do agente nervoso Novichok, utilizado em 4 de março na tentativa de assassinato do ex-agente duplo Sergei Skripal e sua filha em Salisbury, no sul da Inglaterra.

Moscou recebeu um prazo até novembro para permitir a inspeção de suas instalações relacionadas ao potente veneno e de dar garantias "verificáveis" de que o agente não voltará a ser utilizado. "Não fizeram isso até agora", disse Singh. "Estamos considerando esta data limite de novembro e planejamos impor uma segunda rodada de sanções muito severas", afirmou.

Envenenamento

Um membro do Pussy Riot, que invadiu o campo durante a partida da final da Copa do Mundo de 2018, foi hospitalizado em estado grave em Moscou, anunciou ontem uma integrante do grupo russo de ativistas, que não descartou a possibilidade de envenenamento. Segundo Veronika Nikulchina, Piotr Verzilov começou a passar mal na terça-feira à tarde, poucas horas depois de um julgamento no qual ela era acusada de desobediência, e ao qual Verzilov compareceu para demonstrar apoio.

"Durante a tarde começou a passar mal. Perdeu a visão. Depois não conseguia falar, não me reconhecia", declarou Veronika Nikulchina, que é namorada de Verzilov, à rádio Eco de Moscou.

"Não descarto a possibilidade de uma intervenção externa", acrescentou, antes de afirmar que é necessário aguardar os resultados dos exames médicos.

No Canadá, o premiê Justin Trudeau disse estar "preocupado" com a informação sobre Verzilov, que tem nacionalidade canadense. "Confirmo que nossos responsáveis consulares entraram em contato com o estabelecimento medico onde ele está mantido", disse Trudeau.

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