Bloco europeu

UE pune Caracas e reclassifica as Farc

00:00 · 14.11.2017

Bruxelas. Seguindo os passos de EUA e Canadá, a União Europeia (UE) aprovou suas próprias sanções contra a Venezuela, ontem (13), para "favorecer" o diálogo entre governo e oposição, entre elas um embargo de armas e futuras medidas contra autoridades desse país.

Desde o início dos protestos de oposição em abril, os quais deixaram pelo menos 125 mortos em quatro meses, vários líderes europeus - entre eles, o presidente da Eurocâmara, Antonio Tajani - pediram à UE que adote sanções contra o governo de Nicolás Maduro.

A instalação da Assembleia Constituinte por parte do governo teria sido a gota d'água para a UE abrir caminho para o estudo de sanções. Depois de manifestar sua preocupação com as informações sobre "violações dos direitos humanos e uso excessivo da força" na Venezuela, os países europeus decidem proibir a venda e o abastecimento de armas, munições, veículos e equipamentos - tanto militares quanto paramilitares.

Os cidadãos e empresas europeias também ficam proibidos de dar assistência técnica, ou prestar serviços de corretagem, assim como financiamento, ou ajuda financeira, para atividades militares desse país.

Guerrilha

A UE retirou, ontem, a guerrilha colombiana das Farc de sua lista de grupos terroristas, depois de ter suspendido sua inclusão em setembro de 2016, em função do acordo de paz alcançado com o governo colombiano.

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