De imigração venezuelana

UE ajudará América Latina contra crise

00:00 · 31.08.2018
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Chefe de governo espanhol, Pedro Sánchez (esq.) encontrou o presidente colombiano Iván Duque ( FOTO: AFP )

Bogotá A União Europeia vai aportar 35 milhões de euros (cerca de R$ 170 milhões) a América Latina para enfrentar a crise migratória venezuelana, disse ontem o chefe de governo espanhol, Pedro Sánchez, após propor à região uma "distribuição de cotas" de migrantes.

Ao fim de uma visita a Bogotá, no âmbito de sua primeira viagem à região, o dirigente socialista reconheceu o problema que representa para o "conjunto da América Latina" o "êxodo maciço" de pessoas que fogem da crise na Venezuela, apesar de o chavismo rejeitar que se trate de uma crise migratória.

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"Hoje precisamente em Bruxelas foi acordado que vão ser 35 milhões de euros que a União Europeia (UE) coloca à disposição da América Latina para enfrentar esta conjuntura", disse Sánchez durante coletiva de imprensa conjunta com o presidente colombiano, Iván Duque.

O chefe de governo espanhol destacou o "compromisso humanista" do governo colombiano perante o drama de centenas de milhares de venezuelanos que cruzaram a fronteira em busca de comida, remédios e produtos básicos que faltam em seu país, e defendeu "uma resposta multilateral" ao maior fluxo migratório registrado no continente em tempos de paz. Embora não o tenha mencionado durante a coletiva, Sánchez havia proposto anteriormente que os governos latino-americanos adotem um sistema de "distribuição de cotas" para atender os venezuelanos.

Êxodo

Segundo a ONU, 2,3 milhões de pessoas (7,5% da população venezuelana) moram no exterior, das quais 1,6 milhão partiu desde 2015, quando a crise agravou. A maioria fugiu para Colômbia, Equador, Peru, Brasil, Chile e Argentina por falta de alimentos e remédios na Venezuela, uma hiperinflação que o FMI projeta em 1.000.000% para 2018 e salários equivalentes a US$ 30.

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