Se cúpula tiver sucesso

Trump diz que pode convidar Kim aos EUA

Em visita a Washington, o premiê do Japão também revelou estar pronto para diálogo direto com Pyongyang

Ao lado do primeiro-ministro japonês Shinzo Abe, em entrevista nos jardins da Casa Branca, o presidente norte-americano Donald Trump expressou otimismo com os futuros anúncios decorrentes do encontro com Kim Jong Un no dia 12 ( Foto: AFP )
00:00 · 08.06.2018
Washington. O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou, ontem, que está disposto a convidar o líder norte-coreano, Kim Jong Un, aos EUA se a cúpula entre os dois, prevista para 12 de junho em Singapura, correr bem. Ele também indicou que espera uma “normalização” das relações entre os dois países.

“A resposta é sim (...) com certeza se correr bem”, disse Trump a um jornalista que perguntou se ele planejava convidar Kim aos EUA. “Gostaríamos de uma normalização, sim”, declarou à imprensa ao lado do premiê japonês Shinzo Abe, em visita a Washington. Trump também disse que a carta que enviou na semana passada a Kim era “calorosa e amável”. 

Trump também se comprometeu a abordar em seu encontro com Kim o tema dos cidadãos japoneses sequestrados pela Coreia do Norte nas décadas de 1970 e 1980. Abe, por sua vez, disse que está pronto para o diálogo direto com Pyongyang. “Desejo encarar diretamente a Coreia do Norte e falar com eles para que o problema dos sequestros possa ser resolvido rapidamente”, disse o presidente japonês em coletiva de imprensa. 

Ele acrescentou que não há mudanças na política do Japão para buscar “a paz real no nordeste da Ásia” e que se a Coreia do Norte “está disposta a tomar medidas” na direção correta, terá um “futuro brilhante”. Trump assegurou “muito mais” do que uma sessão de fotos, mesmo que não permita resolver de uma só vez este espinhoso dossiê.

Ameaça

Desde o anúncio do encontro Trump-Kim, o Japão tem repetidamente enfatizado a necessidade imperativa de não baixar a guarda em relação ao regime de Pyongyang, que representa uma ameaça concreta ao arquipélago com seus mísseis. Para Richard Armitage, ex-diplomata do governo George W. Bush, há um risco real de que o Japão “se encontre isolado” após a cúpula de Singapura. “Devemos absolutamente evitar dissociar a segurança do Japão da dos EUA”, alertou. “Este tem sido, há muito tempo, o objetivo da China e da Coreia do Norte e não podemos nos dar ao luxo de cair nessa terrível armadilha”.

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