Dados confidenciais

Trump decide punir ex-chefe da CIA

00:00 · 16.08.2018
Image-0-Artigo-2440403-1
John Brennan, um dos críticos do presidente republicano, não terá acesso a dados confidenciais ( FOTO: AFP )

Washington. Donald Trump revogou o acesso do ex-diretor da Agência Central de Inteligência, John Brennan, a informações sigilosas, informou a Casa Branca ontem, negando aos frequentes críticos do presidente qualquer acesso a informações confidenciais.

"Historicamente, os ex-chefes de inteligência e as agências de aplicação da lei foram autorizados a manter o acesso a informações confidenciais após o seu serviço governamental, para que pudessem consultar seus sucessores", disse a porta-voz Sarah Sanders, lendo um comunicado de Trump.

"Nesse ponto de minha administração, qualquer benefício que os altos funcionários recebam das consultas com Brennan agora é superado pelo risco representado por sua conduta e comportamento erráticos", disse Trump, segundo o jornal.

Ofensiva

Chamada de 'inimigo do povo' por Donald Trump, a imprensa americana está organizando um contra-ataque, com uma iniciativa para denunciar a retórica presidencial e lembrar a sagrada liberdade de imprensa protegida pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA.

Espera-se que mais de 200 jornais publiquem editoriais, nesta quinta-feira (16), para ressaltar a necessidade de independência da imprensa.

Nas redes sociais, o hashtag é #EnemyOfNone (#InimigoDeNinguém).

A iniciativa dessa convocação parte do jornal "The Boston Globe" e se dá em um momento particular: o presidente americano multiplica os ataques contra a imprensa, classificando regularmente de "Fake News" (Notícias falsas) qualquer informação publicada pelos veículos de comunicação que possa lhe desagradar. E Trump também ganha do "mainstream" da imprensa o apelido de "inimigo".

Nesse sentido, o "Boston Globe" convoca todas as redações do país a escreverem e publicarem editoriais para denunciar "uma guerra suja contra a imprensa livre". Para os defensores da liberdade de imprensa, esta retórica do presidente dos EUA ameaça o papel de poder compensatório para a mídia e põe em risco a Primeira Emenda constitucional.

© Todos os direitos reservados. O conteúdo não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização. Passível ação judicial.